Formações para as Equipes Dirigentes 2013
Aconteceu no final de semana passado, mais precisamente, no domingo (9) a Oficina de formação para as equipes dirigentes 2013 do setor C, Região Episcopal Santa Cruz. A formação, que aconteceu no auditório do comando geral da PMPA, reuniu os casais das paróquias Santa Cruz, N. Sa do Perpétuo Socorro, São Jorge, São Francisco Xavier, Imaculada Conceição, Jesus Ressuscitado, Santo Amaro, São Sebastião e N. Sa de Aparecida e mais as equipes dirigentes do setor D, que também participaram do evento, o qual iniciou com a espiritualidade e liturgia inicial, conduzidas pelo Padre Alberto Maia - Diretor Espiritual do Conselho Arquidiocesano; tendo em seguida a palestra sobre a importância da missão e da unidade da equipe dirigente, realizada pelo casal arquidiocesano Edê e Ana.
Na sequência, os casais foram divididos por funções, quando foram orientados e respondidos muitos de seus questionamentos pelos demais casais setoriais e, em seguida, no retorno à plenária, o casal setorial C - Leno e Rose, desenvolveu a oficina de planejamento, última atividade antes do encerramento dos trabalhos.
A formação dos setores C e D, encerrou esta primeira fase de capacitação, que iniciou no sábado (8), pela manhã, para os setores A e B, na paróquia São Francisco de Assis - "capuchinhos" e pela tarde, para os setores E e F, em evento no Centro de Cultura e Formação Cristã - CCFC, em Ananindeua. A próxima formação está marcada para 13 de janeiro de 2013, para todos os setores da Arquidiocese.
Leno e Rose - Casal Ligação Setorial C (Região Santa Cruz - Arquidiocese de Belém)
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Espiritualidade de agradecimento por um ano de missão -equipes dirigentes 2012

Local: Paroquia de São Jorge
Hora: 20 h
Data: 07 de dezembro 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Por um proveitoso tempo de espera
Tenho acompanhado o frisson das lojas em nossa cidade, já em plena arrumação natalina, com muitas luzes e um colorido que traduz o período das festas de fim de ano que se aproximam. Belém é interessante; termina o período do Círio, eis que as decorações das lojas só fazem trocar as cores ou os textos para o conhecido “Feliz Natal” ou “Boas Festas”, cambiando as imagens da festa de outubro pelos diversos símbolos natalinos, como as figuras do trenó com as renas e presentes, do “bom velhinho”, dos pinheiros (em pleno calor de 38 graus), da “neve” caindo no “quente e úmido” de nosso clima, das casinhas no estilo europeu, com chaminés e até bonecos de neve; tudo isto, paralelo aos muitos convites e peças publicitárias que visam despertar os clientes para antecipar as compras e até para adiantar o gasto do décimo terceiro salário com as promoções e sorteios que invadem o cotidiano dos “shoppings” e do comércio local em apelos; muitos deles, repetitivos, agressivos e barulhentos.
Interessante é que o “vai e vem” das pessoas também entra neste “clima” de consumo e de muita pressa, estresse; e, às vezes, muita falta de educação e respeito para com o outro, parece um desespero pela melhor oferta e para comprar mais e mais, como se isso significasse o sucesso pessoal. Pena que parece ser mais um natal das compras e da opulência que se encaminha para ocultar o presépio e a pobreza da noite do nascimento do Salvador, da simplicidade daquele lugar onde a estrela brilhou, mostrando onde a sagrada família estava naquela noite maravilhosa. Ainda bem que, contrários à febre de consumo, há também exemplos de solidariedade com os que sofrem e junto aos que não tem sequer o que comer. Graças Deus ainda não sucumbimos, pelo menos não todos, à lógica do consumo e ainda há o atendimento relevante ao apelo da Igreja de Belém, chamado que continua forte para que participemos todos, mais uma vez, do projeto missionário em favor do que precisam de amor e do olhar solidário e fraterno.
Em mais um natal que se aproxima, quando na proporção das “ofertas” e do volume de dinheiro circulante, cresce a esperteza dos larápios, a audácia dos criminosos, ávidos por dinheiro, sacolas e bolsas daqueles que escolheram como vítimas de sua ganância e da violência que optaram como “modo de vida”, se renova também a oportunidade de nos prepararmos para viver, santamente, este período de espera, de advento e de liturgia do nascimento de Jesus. Oportunidade de escolhermos o caminho e o jeito de caminhar; se vamos rumo à gruta de Belém, ou aos centros de compras, nos enchendo com as coisas que alimentam nossa vaidade; se vamos nos inflando de soberba às lojas ou no desapego às coisas materiais e no esvaziamento de nós mesmos para o encontro com a família de Jesus. Viveremos assim, na escolha entre a simplicidade e a alegria de nos sentirmos amados por Deus ou na prisão das preocupações materialistas e no cultivo dos ressentimentos. Penso que é tempo de nos prepararmos bem, de experimentarmos a liberdade do amor gratuito, de construirmos momentos de paz e de boa convivência junto às pessoas que convivemos. Creio que é preciso desacelerar a rotina dinâmica para um tempo melhor com os que amamos, dando espaço de escuta ativa, dialogando mais e melhor e até fazer um “cardápio” mais atrativo e bem humorado de nossos temas de conversas.
Precisamos melhorar a oração em quantidade e em qualidade, buscando a intimidade com Deus por meio de nossas palavras e de nossa adoração e contemplação. Precisamos dedicar mais do nosso tempo àquilo que nos é essencial; nossa conversa diária com Ele, nosso “olho no olho” das pessoas a quem queremos bem, nossas atitudes em prol de quem precisa, nosso momento de escuta íntima conosco. Penso que nossa agenda para estes dias precisa incluir este planejamento.
Mesmo ante o abarrotado calendário das “confraternizações” que se avizinham ou dos chamados para as compras (para se endividar até o próximo Natal); penso que, na contramão de todo este turbilhão que descristianiza a pobreza necessária de quem se abandona em Deus, precisamos urgentemente viver a espera de um tempo de graça, de paz e de harmonia, encontrar a presença de Deus nas pequenas coisas e nos mais simples gestos de ternura e de caridade; hora de decorar o nosso coração desde já, como manjedoura aconchegante para Jesus que nos vem.
Texto publicado no Jornal "Voz de Nazaré" - edição de 22 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Salve, salve Novembro
Outubro foi um mês de muitas atividades em nosso setor C - Região Episcopal Santa Cruz. Conseguimos realizar as reuniões de avaliação dos encontros realizados, de preparação para os encontros que acontecerão, as reuniões de estrutura, além das atividades extras que surgiram por conta das ações ligadas às comemorações do Círio de Nazaré em nossa capital e com destaque, agradecemos a Deus pelo 1º Encontro de Casais com Cristo realizado na Paróquia São Sebastião, no bairro da Sacramenta, aumentando para 8 as paróquias do nosso setor com ECC implantado.
Novembro nos chega também com agenda cheia; com os Encontros, da Paróquia São Jorge, no bairro da Marambaia, de número 25 e o Encontro de segunda etapa do nosso setor, que será realizado na Paróquia N. Sa do Perpétuo Socorro, e ainda as reuniões de avaliação e de estrutura previstas para este penúltimo mês do ano.
Estamos já com os nomes de diversos casais que comporão as equipes dirigentes 2013 e também já com o planejamento das atividades de fim de ano, como a Espiritualidade e a Confraternização do setor.
Seja bem vindo, Novembro, que os ares do advento nos dê sabedoria, paciência, resignação, humildade, esperança e fé.
Outubro foi um mês de muitas atividades em nosso setor C - Região Episcopal Santa Cruz. Conseguimos realizar as reuniões de avaliação dos encontros realizados, de preparação para os encontros que acontecerão, as reuniões de estrutura, além das atividades extras que surgiram por conta das ações ligadas às comemorações do Círio de Nazaré em nossa capital e com destaque, agradecemos a Deus pelo 1º Encontro de Casais com Cristo realizado na Paróquia São Sebastião, no bairro da Sacramenta, aumentando para 8 as paróquias do nosso setor com ECC implantado.
Novembro nos chega também com agenda cheia; com os Encontros, da Paróquia São Jorge, no bairro da Marambaia, de número 25 e o Encontro de segunda etapa do nosso setor, que será realizado na Paróquia N. Sa do Perpétuo Socorro, e ainda as reuniões de avaliação e de estrutura previstas para este penúltimo mês do ano.
Estamos já com os nomes de diversos casais que comporão as equipes dirigentes 2013 e também já com o planejamento das atividades de fim de ano, como a Espiritualidade e a Confraternização do setor.
Seja bem vindo, Novembro, que os ares do advento nos dê sabedoria, paciência, resignação, humildade, esperança e fé.
Lágrimas... Elas são compostas de água, sais minerais, proteína e gordura; dentre suas funções estão: desentupir as glândulas lacrimais, irrigar o contato da íris com a pálpebra, lubrificar os canais lacrimais. Caso se prove, seu sabor é salgadinho. Assim são as lágrimas em suas características químicas, importante forma que nosso corpo possui para manifestar muitas das nossas emoções e até, em alguns casos, para deixar nosso rosto mais bonito, com um certo brilho de humildade, perdão, caridade, alegria, nostalgia, saudade e até mesmo, de paz.
Um dos mais conceituados poetas, músico e cantor cearense, Fagner, canta em uma de suas belas composições que “o homem também chora, também deseja colo, palavras amenas, precisa de carinho, de ternura, de um abraço”. Chorar é próprio e exclusivo da criatura humana, chorar é fruto de dor espiritual, de sofrimento; mas pode ser resultado ou efeito de alegria, de felicidade. Dizem até que há “lágrimas de crocodilo”, falsidade disfarçada de sensibilidade. Chorar é o nosso “estamos aí” no mundo, assim “provamos” que nascemos com pulmões sadios; talvez por isso, o choro nos é tão familiar, íntimo, maternal.
Choramos por diversas razões e de diversas formas; algumas espalhafatosas ou eufóricas; outras, retiradas, silenciosas, em quase imperceptível manifestação. Choramos às vezes, “pra dentro”, acompanhados de soluços ou apenas do nosso respirar mais forte. Chorar, às vezes, tem motivo; outras vezes não; não importa, o que vale mesmo é que o choro nos conforta e muito nos alivia, é o que desata o nó da angústia e nos humaniza.
Ao ver as imagens do Círio 2012, fiquei inquieto com minhas lágrimas, procurando entender porque choramos quando algo acaba, quando aquilo que tanto amamos finda, mesmo que temporariamente, e perguntei o porquê de chorarmos quando nos aperta no peito a saudade. Lembrei-me, quando garoto, me despedia, ao final do mês de julho, da minha querida ilha do Mosqueiro, após algumas semanas das férias escolares. Era então que meu peito apertava e eu voltava para Belém silenciosamente, olhando a chuva molhar os vidros do carro, como a chorar comigo também, em um "até logo" que se repetiu por toda a minha infância.
Terminado mais um período do Círio, o maior de todas as suas 220 edições, tive a mesma sensação de saudade, ao ver as imagens do povo nas ruas, das pessoas em prantos de alegria ou de súplica, olhando a pequenina imagem de Maria a “navegar” nos braços do povo que se uniu em mais um período de fé mariana nas romarias que somaram quase 5 milhões de pessoas; a pedir, agradecer ou simplesmente, contemplar aquela que, com o Jesus menino no colo, diz novamente para toda a humanidade: _ Fazei tudo o que Ele vos disser!
Quando o Arcebispo de Belém dizia aos profissionais da imprensa para não segurarem as lágrimas, falava da humanidade de cada um e de cada uma, que na cobertura do Círio, também estiveram como devotos, à sua maneira, lembrei que todos nós também somos assim; aprendemos a conter nossas emoções e a disfarçar nossa humanidade com os rótulos de profissionais isentos de emoção; mas a Mãe de Deus nos traz mais esta orientação, expressa na voz de Dom Alberto, na manhã após o Recírio, que em outras palavras nos falou carinhosamente para sermos como
crianças na manifestação do amor por meio de nossas lágrimas.
Chorar nos faz muito bem e estas lágrimas de amor e de saudade de mais um Círio que termina são também lágrimas de esperança pelo Círio que vem e por tantos Círios que queremos viver neste caminhar juntinho ao colo da Mãe, até nosso encontro definitivo com seu Filho. Não sei se há como racionalizar o que sentimos, presumo que isto nos é impossível; só tenho a certeza de que é muito bom ser paraense, da gema ou do coração; é muito bom ser católico, é muito bom sentir-se amado por nossa Mãe Maria. Bendita a lágrima que escorre suavemente de nossos olhos, no pranto de amor e de pedido, repetido tantas vezes no refrão melodioso: Dá-nos a benção, Senhora de Nazaré!
Um dos mais conceituados poetas, músico e cantor cearense, Fagner, canta em uma de suas belas composições que “o homem também chora, também deseja colo, palavras amenas, precisa de carinho, de ternura, de um abraço”. Chorar é próprio e exclusivo da criatura humana, chorar é fruto de dor espiritual, de sofrimento; mas pode ser resultado ou efeito de alegria, de felicidade. Dizem até que há “lágrimas de crocodilo”, falsidade disfarçada de sensibilidade. Chorar é o nosso “estamos aí” no mundo, assim “provamos” que nascemos com pulmões sadios; talvez por isso, o choro nos é tão familiar, íntimo, maternal.
Choramos por diversas razões e de diversas formas; algumas espalhafatosas ou eufóricas; outras, retiradas, silenciosas, em quase imperceptível manifestação. Choramos às vezes, “pra dentro”, acompanhados de soluços ou apenas do nosso respirar mais forte. Chorar, às vezes, tem motivo; outras vezes não; não importa, o que vale mesmo é que o choro nos conforta e muito nos alivia, é o que desata o nó da angústia e nos humaniza.
Ao ver as imagens do Círio 2012, fiquei inquieto com minhas lágrimas, procurando entender porque choramos quando algo acaba, quando aquilo que tanto amamos finda, mesmo que temporariamente, e perguntei o porquê de chorarmos quando nos aperta no peito a saudade. Lembrei-me, quando garoto, me despedia, ao final do mês de julho, da minha querida ilha do Mosqueiro, após algumas semanas das férias escolares. Era então que meu peito apertava e eu voltava para Belém silenciosamente, olhando a chuva molhar os vidros do carro, como a chorar comigo também, em um "até logo" que se repetiu por toda a minha infância.
Terminado mais um período do Círio, o maior de todas as suas 220 edições, tive a mesma sensação de saudade, ao ver as imagens do povo nas ruas, das pessoas em prantos de alegria ou de súplica, olhando a pequenina imagem de Maria a “navegar” nos braços do povo que se uniu em mais um período de fé mariana nas romarias que somaram quase 5 milhões de pessoas; a pedir, agradecer ou simplesmente, contemplar aquela que, com o Jesus menino no colo, diz novamente para toda a humanidade: _ Fazei tudo o que Ele vos disser!
Quando o Arcebispo de Belém dizia aos profissionais da imprensa para não segurarem as lágrimas, falava da humanidade de cada um e de cada uma, que na cobertura do Círio, também estiveram como devotos, à sua maneira, lembrei que todos nós também somos assim; aprendemos a conter nossas emoções e a disfarçar nossa humanidade com os rótulos de profissionais isentos de emoção; mas a Mãe de Deus nos traz mais esta orientação, expressa na voz de Dom Alberto, na manhã após o Recírio, que em outras palavras nos falou carinhosamente para sermos como
crianças na manifestação do amor por meio de nossas lágrimas.
Chorar nos faz muito bem e estas lágrimas de amor e de saudade de mais um Círio que termina são também lágrimas de esperança pelo Círio que vem e por tantos Círios que queremos viver neste caminhar juntinho ao colo da Mãe, até nosso encontro definitivo com seu Filho. Não sei se há como racionalizar o que sentimos, presumo que isto nos é impossível; só tenho a certeza de que é muito bom ser paraense, da gema ou do coração; é muito bom ser católico, é muito bom sentir-se amado por nossa Mãe Maria. Bendita a lágrima que escorre suavemente de nossos olhos, no pranto de amor e de pedido, repetido tantas vezes no refrão melodioso: Dá-nos a benção, Senhora de Nazaré!
Texto publicado no jornal Voz de Nazaré - edição de 1/11/2012
Para vivermos o Ano da Fé - Chama que não pode apagar em nós
Precisamos, sem dúvida alguma, estarmos atentos desde já, a fazer de nossa identidade católica uma certeza inabalável, amadurecer nosso amor pelo Cristo, e caminhar na estrada da conversão ao Senhor dia a dia, aprendendo com nossas limitações e sofrimentos, compreendendo o caráter pedagógico de muitos de nossos fracassos. Como nos levou a refletir o Círio deste ano, entrar na “escola de Maria”, aprender “seu jeito” de abandonar-se em Deus; em uma palavra: confiar; no amor que o Pai dedica a nós, silenciando quando nada podemos acrescentar ante o mistério que se descortina à nossa frente. Este “jeito de Maria” é para todos os católicos, o exemplo de um amor peregrino, que, encarnado, “desassossega” e leva ao encontro do outro, para ajudá-lo, acolhê-lo de forma gratuita, amá-lo no Cristo.
Em tempos de tantas sombras, ser missionários conscientes e perseverantes, creio que é ainda mais urgente, presente, atual. Penso que precisamos, com inteligência e oportunidade, usar dos meios que dispomos para, não somente guardar em nosso íntimo o mistério do amor que sentimos de Deus por nós, mas transmiti-lo ao mundo, com os instrumentos que nos são oportunizados, com o emprego dos dons que Deus nos concede; na comunicação, no diálogo com as pessoas, nas artes, nas redes sociais que nos permitem ocupar tantos espaços, real e virtualmente, para proclamar o anúncio da Boa Nova, abrindo as portas da fé a tantos que, pior que os descrentes de outrora, estão ainda indiferentes ao plano de Deus para a humanidade.
Creio que para isso, urge conjugar os momentos celebrativos, contemplativos, de estudo e principalmente, de oração, com o ardor missionário que precisa nos incomodar quando estivermos em casa, no trabalho, no lazer, na política, nos estudos; urge testemunharmos nossa fé com nossas vidas, sermos sal que dá gosto e luz viva, ardente, posta para iluminar os múltiplos ambientes em que vivemos, em uma clara expressão da alegria característica dos amados de Deus. Penso que precisamos ainda, viver mais a liturgia, a eucaristia, em nossas casas, junto às pessoas que nos são caras e mesmo junto aquelas que, mesmo por pequenos ou breves momentos, cruzam as nossas vidas.
Precisamos professar a oração do Credo, a fim de que nos reforce e grave em nosso coração, em nossa consciência, cada palavra de sua composição, da identidade que abraçamos desde o nosso batismo. Creio que necessitamos reacender a chama deste amor católico em nossas vidas, deixar arder nas nossas palavras e nas nossas atitudes a profissão de fé da Igreja. E assim, mesmo quando esbarrarmos em tantas das nossas limitações, no cansaço, na preguiça, na dúvida, na incredulidade ou mesmo na apatia quando o milagre que queríamos ver acontecer, mas não nos foi concedido, nada poderá nos fazer desistir ou esmorecer; posto que sabemos em quem acreditamos.
Neste Ano da Fé, proponho transformar nossas emoções e euforia em alegria permanente, dom espiritual, presente de Deus, constância de quem se sente amado por Jesus, remido pelo sangue do Cordeiro, embalado no colo santo da Virgem Mãe de Deus. Como tempo novo para a Igreja de Cristo, eis um convite para um renovar necessário da fé em nossas famílias, não nos esquecendo do passado; mas o incorporando ao presente, sempre novo, renovado pelo Cristo. Tradição que fortalece nossa história e o amor que nos trouxe até aqui.
Neste caminhar, resgatemos o amor e a beleza da vivência dos sacramentos, o sentido comunitário, missionário, evangelizador e unitivo, fecundo do matrimônio, da família, a acolhida dos bem aventurados de Deus, que tem sede e fome de justiça; que com mansidão e pureza podem ser acolhidos por Deus.
É mais um tempo da graça que nossa Igreja vive em todo o orbe católico, fazendo frente aos desertos da solidão, do desamor, do ódio, da indiferença, da mentira, da sexualidade desregrada, sem integridade, sem busca de comunhão. É uma nova oportunidade de voltarmos para Deus e O anunciá-lo, de buscarmos conversão, com a certeza em nossas palavras e a coerência em nossas ações. Como anunciadores da esperança, da certeza do bem que é Jesus, vivamos todos um abençoado ano da fé.
É mais um tempo da graça que nossa Igreja vive em todo o orbe católico, fazendo frente aos desertos da solidão, do desamor, do ódio, da indiferença, da mentira, da sexualidade desregrada, sem integridade, sem busca de comunhão. É uma nova oportunidade de voltarmos para Deus e O anunciá-lo, de buscarmos conversão, com a certeza em nossas palavras e a coerência em nossas ações. Como anunciadores da esperança, da certeza do bem que é Jesus, vivamos todos um abençoado ano da fé.
Texto publicado no jornal Voz de Nazaré.
sábado, 13 de outubro de 2012
Ao encontro dela...
Meu coração já bate forte. Daqui a pouco, se Deus o
permitir, verei ela chegando, mais uma vez, nas ruas de nossa pequenina cidade,
nas vias de Nazaré, nos braços do nosso povo simples e de toda a gente que vem
de balsa, de ônibus, à pé, de carro ou avião, ou que assiste, emocionado, seu
caminhar, participando e interagindo, todos juntos, pelas ondas de rádio, TV ou
web, com um mesmo propósito: Estar, de alguma forma, pertinho dela;
fisicamente ou “de coração”, para agradecer, pedir, sorrir ou mesmo ficar sem
fazer nada, só admirando a pequenina imagem que nos apresenta Jesus em seu
colo, um presente que recebemos todos, diretamente do céu para o nosso
coração.
No frisson de mais um segundo domingo de outubro que se
aproxima, o friozinho na barriga aumenta; mas, não podia ser diferente; é Círio
em nossa terra, em tantos corações; alegria de ser paraense, como os daqui
mesmo e até como os “de fora”, que adotaram nossa “terrinha” pela devoção à mãe
querida.
Já vivi muitos Círios, acompanhei romarias, ajudei a adornar
tantos espaços. Como tantos paraenses, cantei para ela muitas vezes e chorei
outras tantas ao vê-la passar, simbolizada na pequenina imagem que aprendi a
compreender em sua catequese: Maria nos apresenta Jesus; Caminho, Verdade e
Vida. Em todas as oportunidades que estive pertinho dela, agradeci a Deus por
poder dizer que a amo; este tesouro que partilho com minha família e com quem
quiser ouvir: Sou feliz por ser católico!
Outubro me traz as lembranças de tantos destes anos vividos,
retratados em minha memória cabocla, gravados com tinta terna, materna, lá no
fundo do coração. O Círio me evoca o acompanhar da procissão sob o sol
escaldante e o barulho das homenagens que tanto me emocionam até hoje; a sirene
que silencia as vozes e se integra às preces por Maria; as mãos fortes de minha
mãe, que tantas vezes me guiou quando, pequenino, não via mais nada, a não ser
as cores de suas roupas entre as “puxadas” enérgicas para que eu não ficasse
perdido na multidão que caminha em direção à casa de Maria.
Círio é lembrança viva, que me evoca, quando, ao final da
romaria, fazia minhas inesquecíveis caminhadas de menino, contemplando os
brinquedinhos de miriti, os multicoloridos bonecos, carrinhos, jogos, atrativos
divertidos espalhados no chão da avenida Magalhães Barata ou na extensão da “14
de março”, onde eu andava sem pressa e sem cansaço, até conseguir levar para
casa a lembrança que mais me agradava e que “cabia no bolso” de meu pai. Para
mim, era como um pequeno troféu de mais um domingo de festa católica, de festa
da família e em família, devidamente selada pelas fitinhas coloridas no punho,
onde meus pedidos eram, comumente, distribuídos pela saúde de algum amigo ou
parente enfermo, pela paz em casa e no mundo, e, como ninguém é de ferro, pelos
desejos de criança, por brinquedos ou merecidas férias com a
aprovação na
escola, ao final do ano que se avizinhava.
À noite, roupa limpa, algumas vezes nova, outras nem tanto;
mas ao menos de pouco uso, no retorno ao “arraial”. Espera impaciente pelo término
da missa, que apesar de ter um sabor especial na Basílica, com suas cores e sua
beleza inigualável, retardava o que eu queria muito; entrar no mundo mágico do
“parque” e lá, viver o prazer de brincar na roda-gigante, nos carrinhos
elétricos ou no temido “trem fantasma”; aproveitar das guloseimas que ganhavam
um gosto especial pela música, pelas cores; delícias onde a “maçã do amor”
tinha sempre um lugar especial, reservada para, ao final, coroar mais uma noite
de alegria infantil que acalmava meu coração de garoto apaixonado pelo outubro
paraense e me trazia o sono tranqüilo das crianças.
Hoje, vivo novos círios, de um jeito diferente, às vezes
empresto a voz para ajudar o povo a caminhar e junto à Rose, partilho o dom que
Deus me concedeu para por a serviço do povo que caminha, como outrora, pelas
ruas de nossa cidade, nos braços de Maria. Espero que meus pequenos construam
esta saudade gostosa que tive a oportunidade de viver com meus pais; vivendo a
festa regada no amor, na união dos corações para agradecer a mãezinha por sua
intercessão junto ao Filho, por nossas vidas.
Círio é festa de fé, de amor espalhado em cada cantinho de
Belém e do mundo, que se prepara para viver mais um outubro como se o tempo
parasse na ermida de Plácido; como se todos nós, juntos, ao menos por alguns
instantes, pudéssemos nos olhar como irmãos; sem ódio, rancor, mágoa, tristeza,
ressentimento e assim, neste sentimento, dizermos, uns aos outros, na amizade
de filhos de Deus: _ Feliz Círio, meu irmão; feliz Círio, minha irmã!
Texto Publicado no jornal Voz de Nazaré - edição de 12 de
outubro 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Nossa missão de amor
É imprescindível evangelizar. Como nos exorta São Paulo: “Ai de mim se
não evangelizar”...em todos os momentos, em todos os espaços, junto às pessoas
que convivemos e usando todos os meios disponíveis. Tem internet à disposição?
Propague o amor de Deus via web.
Vai
ministrar uma aula, palestra, formação, treinamento? É mais uma oportunidade para
anunciar o amor de Deus pela criatura humana. Vai escrever um texto, vai falar
na rádio, na TV, está recebendo amigos em casa? Eis que uma nova chance se abre
para expressar sua alegria por ser católico; não como algo superficial ou
mecânico; mas, como as mães, que “vira e mexe”, falam de seus filhos com a
simplicidade do amor que brota de dentro de si, ressaltando suas virtudes e
sendo compreensivas com seus desacertos.
Somos todos chamados a ser
anunciadores da Palavra, arautos da Boa Nova que é Jesus. Neste mês dedicado ao
estudo da Bíblia, quero salientar um compromisso que assumi; de todos os dias;
plantar com serenidade; mas, com convicção, um trecho que seja, algumas
palavras, um pequeno texto, uma simples reflexão, não sei ao certo, algo
significativo das Sagradas Escrituras junto aos que convivo diariamente; quer em
casa ou no trabalho, na igreja ou na comunidade, nos ambientes mais diversos em
que atuo, nos papéis diferenciados como marido, pai, professor, aluno, comunicador,
colega de trabalho.
Quero salientar esta condição e convidar os de casa e mesmo
os conhecidos para isto também. Em tempos de exposição de tantos rostos
sorrindo, alguns até de alegria duvidosa, de políticos em busca de votos; penso
que, como católicos, precisamos abrir o melhor e maior espaço para aquele cuja
eleição já está ganha em primeiríssimo turno em nossos corações: Jesus é o
nosso eleito perene e sem chance para qualquer outro.
Ao invés de tantos de nós,
expressarmos, até com certa intolerância aos que pensam diferente, a opção por
este ou aquele candidato ou partido, penso que o nosso “partido” é, ao
contrário, a nossa “unidade”: nossa Igreja, mãe e mestra e isto precisamos
anunciar. Sei que, como eu, tem muita gente com algumas décadas de vida no
currículo, e muito tempo perdido em coisas de pouco ou nenhum valor, quando o
que tem verdadeira importância, temos dedicado pouco tempo; a família, a vida na
comunidade, o estudo freqüente da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja; nem
sei, se no meu caso, ainda há muito tempo; o que sei, no entanto, é que tenho
de fazer isto já e assim, convido você, caro leitor/leitora deste espaço a
fazer o mesmo.
Entrou no facebook? Antes de contar suas novidades no perfil ou
buscar as dos amigos, plante a Palavra de Deus, tenha orgulho de ser católico,
viva a sua fé. Se vão lhe criticar? Certamente. Alguns até o repreenderão, outros
serão irônicos ou até indiferentes; mas se um só destes que compartilharem de seu
pensamento ou “linha do tempo” for tocado por aquela frase, palavra, reflexão,
já lhe valeu o dia, valeu a pena. Você aliou a gratidão de seu núcleo mais
íntimo, aquele que a Bíblia chama de “coração”, ao anúncio, na caridade da
partilha de sua fé.
Sei que o caminho é longo, o estudo há de ser permanente; a
oração, companheira freqüente; a fé, a luz que ilumina as trevas do medo e do
comodismo; mas, olhe para o lado, há pessoas que te acompanham; há outras que estão
esperando por sua iniciativa; outras ainda, quem sabe, saberão mais de Jesus
por meio de seu testemunho, ou se sentirão tocadas pela força que vem do alto.
De tudo isto, penso que só há uma única certeza, Deus jamais nos abandonará
nesta jornada! Ser católico é motivo de alegria, de sentir-se amado por Jesus e
por Maria; é ser instrumento da ação de Deus por meio do Espírito Santo. Acessou
o twitter? Escreva uma frase de gratidão, agradeça pelo dia, pela vida das
pessoas que você ama, transmita esperança, este é o mistério e a graça da
comunicação humana: transmitir a certeza do bem. Não sabe o que escrever? Agradeça
por poder acordar e ter mais 24 horas para fazer alguém feliz.
Neste mês da
Bíblia, aproveite para compreender o sentido deste conjunto de livros
inspirados por Deus, que nos revelam Seu amor pelo homem, a aliança definitiva
pelo sangue do Cordeiro. Sinto que é um novo tempo, é primavera em nossos
corações, como em diversos lugares do planeta, onde as flores desabrocham para colorir
a terra. Esta também é nossa missão, pintar com as cores da Boa Nova este mundo
ainda tão carente de esperança, de fé e caridade. Pensemos nisto.
Leno Carmo para o jorna Voz de Nazaré
Leno Carmo para o jorna Voz de Nazaré
Mês de setembro com diversas atividades
Setembro iniciou com muitas atividades em nosso setor. Primeiro com a formação para Coordenadores de Círculos; depois a reunião setorial, feita na Paróquia de São Jorge; onde, como já citamos, apresentamos nosso Diretor Espiritual do Setor C - Padre Gilvan, da paróquia São Jorge e então, as atividades ligadas diretamente aos Encontros previstos para este mês.
Nos dias 5 e 11, aconteceram, respectivamente, a preparação para as equipes de trabalho das paróquias de N. Sa do Perpétuo Socorro e de São Francisco Xavier, ambas com boa participação dos casais que estão ansiosos para os encontros que acontecerão no último final de semana de setembro.
De 14 a 16, aconteceu o Encontro da Paróquia Santo Amaro e N. Sa dos Navegantes, da capelania militar da Marinha, realizado nas dependências do Centro de Instrução Bras de Aguiar - Ciaba em evento que congregou 15 novos casais para nossa arquidiocese e que marcou o primeiro ECC do Padre Jadilson, como diretor espiritual paroquial.
Dia 17, o casal arquidiocesano Edê e Ana, realizou a preparação das equipes que atuarão no 1º ECC da Paróquia de São Sebastião, amadrinhado pela Paróquia de Santa Cruz, previsto para outubro deste ano. Já no dia 20, nos reunimos no Conselho Arquidiocesano quando reencontramos o padre Maíta, que retomou os trabalhos como Diretor Espiritual do Conselho e nos alegrou com sua volta às atividades.
Na última semana do mês, ainda há muitos compromissos: dia 26, será a vez das equipes de São Jorge terem sua preparação para o ECC que está previsto para novembro deste ano, encerrando os encontros de nossa região episcopal em 2012, além das atividades de reunião de estrutura e espiritualidade, além das missas de entrega.
Por conta dos preparativos dos encontros e das atividades pós-encontro dos ECC's deste mês, setembro ainda guarda muitas surpresas para este último final de semana, com os trabalhos das paróquias que fecham o mês com suas atividades de Encontros de Casais com Cristo.
Setembro iniciou com muitas atividades em nosso setor. Primeiro com a formação para Coordenadores de Círculos; depois a reunião setorial, feita na Paróquia de São Jorge; onde, como já citamos, apresentamos nosso Diretor Espiritual do Setor C - Padre Gilvan, da paróquia São Jorge e então, as atividades ligadas diretamente aos Encontros previstos para este mês.
Nos dias 5 e 11, aconteceram, respectivamente, a preparação para as equipes de trabalho das paróquias de N. Sa do Perpétuo Socorro e de São Francisco Xavier, ambas com boa participação dos casais que estão ansiosos para os encontros que acontecerão no último final de semana de setembro.
De 14 a 16, aconteceu o Encontro da Paróquia Santo Amaro e N. Sa dos Navegantes, da capelania militar da Marinha, realizado nas dependências do Centro de Instrução Bras de Aguiar - Ciaba em evento que congregou 15 novos casais para nossa arquidiocese e que marcou o primeiro ECC do Padre Jadilson, como diretor espiritual paroquial.
Dia 17, o casal arquidiocesano Edê e Ana, realizou a preparação das equipes que atuarão no 1º ECC da Paróquia de São Sebastião, amadrinhado pela Paróquia de Santa Cruz, previsto para outubro deste ano. Já no dia 20, nos reunimos no Conselho Arquidiocesano quando reencontramos o padre Maíta, que retomou os trabalhos como Diretor Espiritual do Conselho e nos alegrou com sua volta às atividades.
Na última semana do mês, ainda há muitos compromissos: dia 26, será a vez das equipes de São Jorge terem sua preparação para o ECC que está previsto para novembro deste ano, encerrando os encontros de nossa região episcopal em 2012, além das atividades de reunião de estrutura e espiritualidade, além das missas de entrega.
Por conta dos preparativos dos encontros e das atividades pós-encontro dos ECC's deste mês, setembro ainda guarda muitas surpresas para este último final de semana, com os trabalhos das paróquias que fecham o mês com suas atividades de Encontros de Casais com Cristo.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
DIGA SIM À VIDA!
Nosso povo brasileiro é defensor da vida. De acordo com pesquisas de opinião pública, o índice de desaprovação ao aborto vem subindo ano a ano e há indícios de que, inclusive, sua prática venha diminuindo.
Entretanto, como todos nós podemos constatar, existe uma pressão, para que o aborto seja legalizado no Brasil. Gostaria de destacar quais as vias e estratégias que, até o momento, vêm sendo usadas para se conseguir este objetivo.
Desde 1991, existem projetos de leis que visam legalizar o aborto via Poder Legislativo. O problema para os ativistas pró-aborto, no entanto, é que, em uma democracia, o povo é quem elege seus representantes. Como a desaprovação ao aborto é alta, os deputados e senadores são desfavoráveis a tais projetos. Já se vão mais de 20 anos e, pela via legislativa, a agenda abortista não conseguiu avançar.
Recordamos que, em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o aborto de crianças portadoras de meroanencefalia. Esse, infelizmente, foi o marco no Brasil para o aborto eugênico. Uma vez que, no Poder Judiciário, não existe a participação direta do povo, todos pudemos acompanhar, atônitos, os mais inacreditáveis pareceres dos Ministros do STF favoráveis ao aborto.
Entretanto, em junho deste ano, surge uma terceira estratégia bastante refinada. Trata-se da promoção da prática do aborto através do Poder Executivo.
O Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, concedendo entrevistas a diversos jornais de circulação nacional, afirmou que o Ministério prepara-se para lançar uma Norma Técnica para o Aborto “Seguro”, visando a implantação de uma política de “redução de danos”. Basicamente, segundo o secretário, esta Norma Técnica terá três vertentes:
1- a criação de centros de aconselhamento à gestante, por meio de 0800. A mulher que estiver com uma gravidez “indesejada” irá ligar para esses centros e receberá orientação sobre como proceder para realizar o aborto em si mesmo;
2- a venda de medicamentos abortivos em todas as farmácias da rede de farmácias conveniadas ao SUS. Com isso, uma rede altamente capilarizada fará chegar aos locais mais distantes essas drogas abortivas;
3- A produção e difusão de uma cartilha informativa explicando como se usa o medicamento e como se deve proceder após o aborto ter sido iniciado.
Ao ser questionada se esta medida do Ministério não seria criminosa, a Ministra Eleonora Menicucci respondeu que “não seria crime explicar a uma mulher como fazer o aborto em si mesma; crime seria fazer o aborto nela”.
Diante destes fatos urgentes e gravíssimos, pedimos a todos os homens e mulheres de nossa Diocese que se façam ouvir. Em uma democracia, o poder é exercido pelo povo e em nome do povo. Manifestem-se junto ao Ministério da Saúde dizendo que esta medida fere a consciência e os reais anseios da população brasileira.
Dirijam-se também à Presidência da República através de telefones e endereços eletrônicos disponíveis no site do Governo Federal. Digam que a Presidente precisa honrar sua promessa eleitoral de não avançar na promoção do aborto durante seu governo. Por último, gostaria de relembrar as atualíssimas palavras do saudoso Beato João Paulo II, conhecido por seu admirável zelo pela promoção e defesa da dignidade da vida humana:
“Este horizonte de luzes e sombras deve tornar-nos, a todos, plenamente conscientes de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Encontramo-nos não só “diante”, mas necessariamente “no meio” de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida.”
(Evangelium vitae, 28)
Dom Benedito Beni dos Santos
Bispo de Lorena
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Games de Família
Reflexões de Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro
As crianças e os jovens da era tecnológica dominam com seus ágeis dedos os botões dos aparelhos eletrônicos e viajam pelos “games” dos visores dos computadores, dos Ipad e dos Iphones.
É tão atraente e envolvente a cultura dos “games” que os adultos – que antigamente exigiam das crianças e dos jovens que deixassem o futebol, as pipas, as bicicletas e os carrinhos de rolemã para estudarem – hoje são seus imitadores.
Em aeroportos, em longas viagens aéreas, na sala de espera dos consultórios ou na privacidade do quarto pessoal, e muitos outros lugares – menos no ambiente de trabalho profissional – o que se vê são adultos que não conseguem deixar de ser dessa “geração games”.
Talvez ser da “geração games” sendo da antiga geração do telefone fixo, da máquina de escrever, das cartas manuscritas, das brincadeiras que mexiam com todo o corpo e não só com a agilidade dos dedos polegares seja muito relaxante, ajude a aliviar o “stress” do atual mundo tecnológico.
O que talvez não seja relaxante nem aliviante é ser da geração “games de família”. O que é a geração “games de família”? Consideremos a atual cultura pós-moderna caracterizada “pela auto referência do indivíduo, que conduz à indiferença pelo outro, de quem não necessita e por quem não se sente responsável” (cf. Documento de Aparecida, V.2007, n. 46), a fim de entender exatamente essa “nova geração”.
Esta cultura individualista tem produzido uma geração de pensadores que se autodenominam intelectuais da desconstrução de padrões antiquados ou uma geração de feministas emancipadas que julgam ser a melhor geração de mulheres de toda a história da humanidade: nunca se ouviu dizer, afirmam essas feministas, que tenha existido mulheres tão livres da família, da maternidade, da religião “machista”, como as atuais mulheres.
Esta geração com enormes e gigantes “dedões polegares” é manipuladora da inteligência e da consciência humana, acabando com a real família, fundada por Deus sobre a união do amor autêntico existente na relação de um homem com uma mulher, aberto à descendência natural, cultivado dentro de um lar acolhedor e com um projeto comum a longo prazo para as vidas dos pais e dos filhos.
Esses “dedões polegares” monstruosos fabricam “games de famílias” e brincam com eles, mexendo nos botões dos conceitos de amor, identificando-o exclusivamente com afetos: então surgem as uniões homoafetivas, as heteroafetivas com lares separados, e a última novidade em “games”, as uniões poliafetivas de um homem com 2 mulheres ou mais. Esses “dedões polegares” brincam com os botões da educação dos filhos, e querem demonstrar que qualquer um pode ser excelente pai ou mãe, ou competentes pais ou mães, inigualáveis “monopais” ou “monomães”, sem ter outro requisito pedagógico que seguir um critério contrário ao modelo de educação já existente nas reais famílias, às quais eles gostam de chamar de famílias tradicionais ou conservadoras.
Quando esses “intelectuais e essas feministas” enveredam pela via da sexualidade humana os “games-famílias” mostram nas suas telas todos os tipos de relacionamentos classificados por letras do alfabeto e considerados chaves mágicas que abriram – felizmente, disse as pessoas acima mencionadas – as portas dos armários escuros, autênticos esconderijos de rapazes e moças que não tinham, até que chegaram os “dedões polegares”, a aceitação das suas opções dentro das esferas do mundo da religião, da política, da cultura e da mídia.
O mundo, que Deus criou foi considerado bom e depois muito bom coma criação do homem e da mulher, resiste à imposição dos “games famílias”. Essa resistência não tem nada a ver com as pessoas que estão vivendo dentro dessas novas formas de considerar o que é família. O amor ao próximo exige o respeito profundo por todas as pessoas, independentemente serem pessoas que acertaram ou erraram em suas escolhas vitais. Esse mesmo amor ao próximo exige, porém, o amor à verdade que deve ser anunciada ao próximo e o amor à beleza da vida familiar tal como está no projeto divino para o futuro do mundo.
Retornando à palavras do papa Bento XVI no Discurso inaugural da Conferência Geral do Episcopado do continente americano em Aparecida no ano 2007: “quem exclui Deus de seu horizonte falsifica o conceito de realidade e, em consequência, só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas”, convém ver as consequências dessas brincadeiras com a família.
Sendo a família segundo um projeto de Deus, ela é o maior “patrimônio da humanidade”, e quem exclui esse projeto através do “play station” com seus vários “games-família” acaba empobrecendo, cultural e eticamente, a humanidade.
Necessita-se, portanto, de uma nova geração de intelectuais e de mulheres que crie um feminismo “de ponta”, de autênticos valores para as mulheres e para os homens, que saiba, sem o uso de “dedões e de dedinhos ágeis”, elaborar uma cultura própria do enorme valor desse patrimônio da humanidade.
Necessita-se também de jovens que sejam rebeldes e reclamem contra esses “dedões polegares” dos pseudo-intelectuais e das pseudo-feministas, e que sejam, principalmente, voluntários de Deus para serem construídas famílias-famílias, onde as mães queiram ser mães e também profissionais, procurem ser excelentes educadoras, psicólogas, comunicadoras na educação dos seus filhos e, sem terem o salário que mereceriam por dedicarem-se à família, sejam empresárias do lar, gerenciando suas famílias com competência, com visão de futuro e com consciência de que nem o Estado nem os “pseudo-pensadores” sejam os gerenciadores das suas casas, quando na verdade terminam sendo perturbadores da tranquilidade e da privacidade do ambiente de amor verdadeiro, única lei gerencial da família.
Necessita-se de rapazes que queiram ser pais, que exerçam sua altíssima responsabilidade de ser, com as mães, os grandes “heathunders” – os “caçadores de inteligência” – que irão trabalhar por políticas familiares autênticas que correspondam, aos direitos da família como sujeito social insubstituível.
Necessita-se finalmente de uma geração nova de filhos, que mesmo tendo dedos ágeis para mexerem nos instrumentos da era tecnológica, tenham dedos mais ágeis ainda para mexerem com os seus pais, apontando-lhes os seus direitos irrevogáveis e intransferíveis no campo da educação, da proteção moral e do cuidado com seus descendentes, especialmente os que nascem doentes ou deficientes, pois estes são os filhos que os irmãos querem e que têm o direito de nascerem numa família-amor e seus irmãos têm o dever de amá-los com mais ardor e fervor do que se fossem sadios.
A família, segundo Deus, faz parte do bem dos povos e da humanidade inteira, e é um tesouro tão importante para a nação brasileira, que a Igreja Católica não pode omitir-se na sua promoção e defesa, sobretudo na sua missão de vigiar quando surgem “modelos ampliados” e apresentados como objeto de consumo nesses enganosos “games famílias”.
Ser família, pensar família, amar família, proteger família, promover família... é a missão de todos, católicos e cristãos, homens e mulheres de boa vontade em todas as crenças... é dever do Estado e do povo brasileiro!
Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Setembro inicia com reuniões e preparações no Setorial C
Na terça-feira (4) aconteceu, na paróquia de São Jorge, bairro da Marambaia, a oitava reunião do Conselho Setorial C - Região Episcopal Santa Cruz, com a apresentação do Diretor Espiritual do Conselho, Padre Gilvan Gomes Costa, da Paróquia São Jorge, que acolheu a todos e demonstrou sua alegria em compor o setorial, além de disposto a acompanhar as atividades e orientar as ações que serão desenvolvidas pelo ECC na região Santa Cruz.
Padre Gilvan é natural do Ceará e sacerdote há mais de uma década, sendo oriundo da Bahia, de onde foi transferido para Belém e agora assume a função de Diretor Espiritual com larga experiência no trabalho com casais. Além do sacerdote, a reunião também contou com a presença do casal arquidiocesano, Edê e Ana, que prestigiaram o encontro e vieram também para saudar o novo Diretor Espiritual.
Na reunião, foram destacadas as atividades de preparação para os encontros que acontecerão no mês de setembro no setor; de 14 a 16, na Paróquia Santo Amaro, tendo como local de atividades o Ciaba, no bairro da Pratinha e de 28 a 30 nas paróquias de N. Sa. do Perpétuo Socorro e São Francisco Xavier.
Além das questões específicas relativas aos encontros, foi realizada a formação doutrinária com o tema "a influência dos meios de comunicação na vida da família" e informados os avisos de voluntariedade dos casais para a coleta do Círio 2012; bem como a solicitação para que as paróquias possam apresentar, na reunião de outubro, que será realizada na paróquia Santo Amaro, N. Sa. dos Navegantes, os nomes dos integrantes das novas equipes dirigentes do ECC para 2013, a fim de que seja realizada a tempo a formação para as atividades que iniciam em janeiro próximo.
Na quarta-feira (5) foi realizada, conforme agenda do setor, a preparação para as equipes que atuarão no ECC de N. Sa. do Perpétuo Socorro, no final de setembro. Todas as equipes estiveram presentes na formação que contou com o apoio da equipe dirigente paroquial. Na terça-feira (11), será a vez da preparação na paróquia São Francisco Xavier, onde espera-se que estejam presentes todos os que irão atuar no ECC paroquial.
Na terça-feira (4) aconteceu, na paróquia de São Jorge, bairro da Marambaia, a oitava reunião do Conselho Setorial C - Região Episcopal Santa Cruz, com a apresentação do Diretor Espiritual do Conselho, Padre Gilvan Gomes Costa, da Paróquia São Jorge, que acolheu a todos e demonstrou sua alegria em compor o setorial, além de disposto a acompanhar as atividades e orientar as ações que serão desenvolvidas pelo ECC na região Santa Cruz.
Padre Gilvan é natural do Ceará e sacerdote há mais de uma década, sendo oriundo da Bahia, de onde foi transferido para Belém e agora assume a função de Diretor Espiritual com larga experiência no trabalho com casais. Além do sacerdote, a reunião também contou com a presença do casal arquidiocesano, Edê e Ana, que prestigiaram o encontro e vieram também para saudar o novo Diretor Espiritual.
Na reunião, foram destacadas as atividades de preparação para os encontros que acontecerão no mês de setembro no setor; de 14 a 16, na Paróquia Santo Amaro, tendo como local de atividades o Ciaba, no bairro da Pratinha e de 28 a 30 nas paróquias de N. Sa. do Perpétuo Socorro e São Francisco Xavier.
Além das questões específicas relativas aos encontros, foi realizada a formação doutrinária com o tema "a influência dos meios de comunicação na vida da família" e informados os avisos de voluntariedade dos casais para a coleta do Círio 2012; bem como a solicitação para que as paróquias possam apresentar, na reunião de outubro, que será realizada na paróquia Santo Amaro, N. Sa. dos Navegantes, os nomes dos integrantes das novas equipes dirigentes do ECC para 2013, a fim de que seja realizada a tempo a formação para as atividades que iniciam em janeiro próximo.
Na quarta-feira (5) foi realizada, conforme agenda do setor, a preparação para as equipes que atuarão no ECC de N. Sa. do Perpétuo Socorro, no final de setembro. Todas as equipes estiveram presentes na formação que contou com o apoio da equipe dirigente paroquial. Na terça-feira (11), será a vez da preparação na paróquia São Francisco Xavier, onde espera-se que estejam presentes todos os que irão atuar no ECC paroquial.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Novas formações e encontros marcam a semana no setorial C
O mês de agosto está quase no fim; contudo, muitas foram as atividades desenvolvidas no setor em vista dos encontros que serão realizados neste semestre.
Reuniões de estudos, preparação de equipes de trabalho, na paróquia Santo Amaro, além da formação para coordenação geral, palestrantes, para círculos de estudos e para equipe dirigente; encontros com a coordenação geral e os coordenadores de equipes. Atividades que deram o tom das últimas semanas na dinâmica região episcopal Santa Cruz.
A reunião de encontro com as coordenações gerais dos encontros e as respectivas equipes dirigentes se deu, em agosto, com as paróquias São Francisco Xavier, São Jorge e N. Sa do Perpétuo Socorro; enquanto as formações, que foram integradas com os setores "B" e "E", aconteceram; na paróquia N. Sa. do Perpétuo Socorro (Coordenação Geral) e de Palestrantes (São Jorge), sempre com boa presença de público.
Destaque para a formação da equipe dirigente da paróquia São Sebastião, que em outubro, "amadrinhada" pela paróquia Santa Cruz, implanta definitivamente o ECC, realizada pelo casal ligação setorial C, Leno e Rose, em ação conjunta com o casal arquidiocesano Edê e Ana, que marcaram presença também nas formações.
Agosto termina com agenda cheia, já definida para mês de setembro 2012, com formações, reuniões e os Encontros das paróquias São Francisco Xavier, Santo Amaro e N. Sa do Perpétuo Socorro. Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria. Salve o ECC! .
O mês de agosto está quase no fim; contudo, muitas foram as atividades desenvolvidas no setor em vista dos encontros que serão realizados neste semestre.
Reuniões de estudos, preparação de equipes de trabalho, na paróquia Santo Amaro, além da formação para coordenação geral, palestrantes, para círculos de estudos e para equipe dirigente; encontros com a coordenação geral e os coordenadores de equipes. Atividades que deram o tom das últimas semanas na dinâmica região episcopal Santa Cruz.
A reunião de encontro com as coordenações gerais dos encontros e as respectivas equipes dirigentes se deu, em agosto, com as paróquias São Francisco Xavier, São Jorge e N. Sa do Perpétuo Socorro; enquanto as formações, que foram integradas com os setores "B" e "E", aconteceram; na paróquia N. Sa. do Perpétuo Socorro (Coordenação Geral) e de Palestrantes (São Jorge), sempre com boa presença de público.
Destaque para a formação da equipe dirigente da paróquia São Sebastião, que em outubro, "amadrinhada" pela paróquia Santa Cruz, implanta definitivamente o ECC, realizada pelo casal ligação setorial C, Leno e Rose, em ação conjunta com o casal arquidiocesano Edê e Ana, que marcaram presença também nas formações.
Agosto termina com agenda cheia, já definida para mês de setembro 2012, com formações, reuniões e os Encontros das paróquias São Francisco Xavier, Santo Amaro e N. Sa do Perpétuo Socorro. Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria. Salve o ECC! .
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Decidir-se pelo bem
Esta semana, conversava com um amigo acerca da
dificuldade para educar os filhos atualmente, com o tempo que temos com eles
versus a diversidade e quantidade de informações que recebem todos os
dias, por meio da tv ou pela web, nos portais e redes sociais que abarcam um
número expressivo de pessoas, de várias idades e das mais variadas culturas,
intenções e valores.
Lembrava que, no mundo virtual, há um grande leque de
possibilidades comunicacionais, motivando pessoas a buscarem mais e mais
informações, imagens e animações; enfim, um sem número de estímulos visuais que
povoam o imaginário de qualquer um e que interferem na forma de pensar e de se
comportar, gerando até mesmo possibilidade de fuga da realidade e mascaramento
de situações como o sofrimento, as frustrações ou a dor; elementos importantes
no processo de amadurecimento de qualquer pessoa humana, mas que são evitados
por muitos, a todo custo, gerando problemas de diversas ordens; quer nos
relacionamentos do indivíduo consigo, com Deus ou com o outro.
Refleti o quanto somos desafiados, como pais, diante das
ideologias, das mentiras e contra-valores que são ofertados, frequentemente,
aos nossos jovens. Por outro lado, destaquei o quanto a educação de valores, o
testemunho e a religião podem contribuir para que eles tenham condições mínimas
de assumir posturas coerentes e refletirem, de forma equilibrada, antes da
tomada de decisões perante a realidade, diante dos convites, até de conhecidos,
para agirem ou deixarem de fazer algo, em situações das mais variadas, que
podem colocá-los em risco.
Diante destas questões, externei que nosso compromisso com
os pequenos, além de testemunhar o valor do caminho do bem também é de
ajudá-los para que tomem decisões coerentes com aquilo que crêem e com os
valores que foram trabalhados em família.
Neste rumo, creio que tomar decisões, ao contrário do que
alguns pensam, não é fruto de intuição ou emoção, mas do uso adequado da
inteligência que possuímos todos, do treino contínuo da análise, que contabiliza:
a capacidade de compreender a realidade, de avaliá-la, mensurar possíveis
conseqüências e assim fazer a escolha mais acertada; tomando uma decisão por
vez; por exemplo, pois em muitos casos, um problema é o somatório de pequenas
questões. Ao decidir-se individualmente, aumentamos a capacidade de acerto, uma
vez que a resposta é mais rápida e visível.
Ser transparente, sincero consigo e com os outros; objetivo,
direto é também importante para manter a decisão. Muitos casos de envolvimento
com álcool e com drogas, por exemplo, nasceram da pouca objetividade e da
indecisão na hora de dizer “não”, além da necessidade do afastamento, de forma
clara, da pessoa ou situação que possa oferecer ou representar riscos.
Outra atitude importante é a coleta de informações prévias
para só depois decidir. Tranquilidade, equilíbrio e informação confiável dão
maior segurança e a certeza necessária para não voltar atrás. Para isso,
podemos cultivar com os pequenos: a beleza do conhecimento construído junto à
família, a partilha de informações, a valorização das inquietações e “porquês”
que muitos pais, inadvertidamente, reprimem; às vezes, até por vergonha de não
saber.
É preciso também “economizar palavras”, evitando as que são
desnecessárias e que podem dar margem a novos questionamentos e a semeadura de
dúvidas. Como nos ensina o evangelho de Mateus (5:37), dizer apenas “sim” ou
“não”, nada mais.
Por fim, creio ser necessário, de certa forma, “marcar”
nossas decisões, dar a elas um “selo”, um registro, o peso de uma decisão
expressa, manifesta, refletida, segura.
Tomar decisões, penso que é ter a capacidade de avaliar com
clareza a realidade, suas possibilidades e conseqüências e assim, escolher o
que melhor corresponde com nossa identidade como pessoa humana e como
católicos. Este é um legado importante para ajudar nossos filhos a enfrentarem
o desafio de viver em um mundo com muitas sombras, mas que ainda há luz para os
que a procuram. Ajudando-os a amadurecer também é expressão de cuidado e de
esperança em quem amamos.
Texto publicado no jornal Voz de Nazaré de 23.08.2012.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Atenção: Diga Não às Drogas!
Todo governo autoritário quer sua população dopada
Todo governo autoritário quer sua população dopada
Enquete no site do Senado diz que 88% dos brasileiros estão a favor da legalização das drogas
Por Thácio Siqueira
BRASILIA, segunda-feira, 20 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Em entrevista a ZENIT, do dia 17 de agosto (pode-se ler clicando aqui), a Dra. Janaina Paschoal, advogada e professora livre docente de direito penal da USP, conversou sobre o Anteprojeto do Código Penal Brasileiro apresentado ao senado pela comissão de 15 juristas designada há meses para sua elaboração.
Numa das perguntas feitas, a Dra. Janaina explicou a complexidade do tema da aprovação do projeto que permite a produção e o porte de drogas para consumo próprio. Assim dizia: “As drogas são um tema mais complexo. Eu trabalhei muito na área de prevenção e acho que a legislação atual é melhor. Não vejo problema em retirar o usuário da esfera penal, mas temos que tomar cuidado para não ajudar a organizar o tráfico. Essa onda favorável à legalização das drogas é uma grande ilusão. Todo governo autoritário quer sua população dopada. Ademais, não há país no mundo, em que as drogas sejam totalmente legais.”
Dos dias 16 a 31 de Agosto está acontecendo uma enquete no Portal do Senado perguntando à população a sua opinião sobre o tema. Até o momento 14873 pessoas votaram: 88% a favor e 12% contra o projeto. Para votar à enquete, acesse o site:http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/codigo_penal.asp
Fonte: zenit.org
BRASILIA, segunda-feira, 20 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Em entrevista a ZENIT, do dia 17 de agosto (pode-se ler clicando aqui), a Dra. Janaina Paschoal, advogada e professora livre docente de direito penal da USP, conversou sobre o Anteprojeto do Código Penal Brasileiro apresentado ao senado pela comissão de 15 juristas designada há meses para sua elaboração.
Numa das perguntas feitas, a Dra. Janaina explicou a complexidade do tema da aprovação do projeto que permite a produção e o porte de drogas para consumo próprio. Assim dizia: “As drogas são um tema mais complexo. Eu trabalhei muito na área de prevenção e acho que a legislação atual é melhor. Não vejo problema em retirar o usuário da esfera penal, mas temos que tomar cuidado para não ajudar a organizar o tráfico. Essa onda favorável à legalização das drogas é uma grande ilusão. Todo governo autoritário quer sua população dopada. Ademais, não há país no mundo, em que as drogas sejam totalmente legais.”
Dos dias 16 a 31 de Agosto está acontecendo uma enquete no Portal do Senado perguntando à população a sua opinião sobre o tema. Até o momento 14873 pessoas votaram: 88% a favor e 12% contra o projeto. Para votar à enquete, acesse o site:http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/codigo_penal.asp
Fonte: zenit.org
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
O segredo de Nazaré
Artigo de reflexão do Pe. Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar da CNBB
BRASILIA, terça-feira, 14 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - A família não gera apenas a vida física, mas abre à promessa e à alegria. A família torna-se capaz de “receber” e “compartilhar” a história de cada um, as tradições familiares, a confiança na vida e a esperança no Senhor.
A família torna-se capaz de gerar, quando faz a partilha dos dons recebidos, quando conserva o ritmo da existência quotidiana entre trabalho e festa, entre afeto e caridade, entre compromisso e gratuidade.
Na família se conserva e transmite a vida, no casal e aos filhos, com o seu ritmo, com as suas dores e alegria, paz e sonho, ternura e responsabilidade. Ela é um lugar de descanso e de motivação, com chegadas e partidas. Por isso o trabalho não pode tornar a casa deserta e triste, mas a família é convidada a aprender a viver e a conjugar os tempos do trabalho com aqueles da festa.
Muitas vezes, os membros da família confrontam-se com situações desafiantes, que dificultam viver o ideal do cristão, entretanto os discípulos do Senhor são aqueles que, vivendo na realidade das situações, sabem dar sabor a todas as coisas, mesmo naquilo que não se consegue mudar: são o sal da terra.
De modo particular, o domingo deve ser tempo de confiança, de liberdade, de encontro, de descanso e de partilha. O domingo é o momento do encontro entre o homem e a mulher. É acima de tudo o Dia do Senhor, o tempo da oração, da Palavra de Deus, da Eucaristia e da abertura à comunidade e à caridade. E deste modo, também os dias da semana receberão luz do domingo e da festa: haverá menos dispersão e mais encontro, menos pressa e mais diálogo, menos coisas e mais presença.
*Dr. Pe. Wladimir Porreca é padre da Diocese de São João da Boa Vista/SP, psicoterapeuta e doutor em psicologia(USP) e serviço social (UNESP) e pesquisador da temática Família.
A família torna-se capaz de gerar, quando faz a partilha dos dons recebidos, quando conserva o ritmo da existência quotidiana entre trabalho e festa, entre afeto e caridade, entre compromisso e gratuidade.
Na família se conserva e transmite a vida, no casal e aos filhos, com o seu ritmo, com as suas dores e alegria, paz e sonho, ternura e responsabilidade. Ela é um lugar de descanso e de motivação, com chegadas e partidas. Por isso o trabalho não pode tornar a casa deserta e triste, mas a família é convidada a aprender a viver e a conjugar os tempos do trabalho com aqueles da festa.
Muitas vezes, os membros da família confrontam-se com situações desafiantes, que dificultam viver o ideal do cristão, entretanto os discípulos do Senhor são aqueles que, vivendo na realidade das situações, sabem dar sabor a todas as coisas, mesmo naquilo que não se consegue mudar: são o sal da terra.
De modo particular, o domingo deve ser tempo de confiança, de liberdade, de encontro, de descanso e de partilha. O domingo é o momento do encontro entre o homem e a mulher. É acima de tudo o Dia do Senhor, o tempo da oração, da Palavra de Deus, da Eucaristia e da abertura à comunidade e à caridade. E deste modo, também os dias da semana receberão luz do domingo e da festa: haverá menos dispersão e mais encontro, menos pressa e mais diálogo, menos coisas e mais presença.
*Dr. Pe. Wladimir Porreca é padre da Diocese de São João da Boa Vista/SP, psicoterapeuta e doutor em psicologia(USP) e serviço social (UNESP) e pesquisador da temática Família.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Nova formação para coordenação geral
No sábado (11), aconteceu, no centro paroquial da paróquia N. Sa do Perpétuo Socorro, bairro do telégrafo, em Belém, mais uma formação, a terceira de 2012, para a coordenação geral dos ECC's paroquiais, estes previstos para o segundo semestre de 2012.
Do evento formativo, participaram as paróquias: São José de Queluz, pelo setor B; São Jorge, N. Senhora do Perpétuo Socorro, São Sebastião e São Francisco Xavier, pelo Setor C e paróquia Santa Paula Frassinete, pelo setor E.
Da atividade, participou ainda o casal Edê e Ana, casal arquidiocesano, que pontuou diversas situações acerca das ações que serão trabalhadas nos encontros e colocou-se à disposição para eventuais necessidades dos casais.
A agenda do mês de agosto está com diversas atividades pelo setor C, inclusive com formações para palestrantes, no sábado (25) e encontros com as equipes dirigentes e coordenações de trabalho, preparações e formação para equipe dirigente, além da espiritualidade para a 2ª Etapa, juntamente com os demais setores da Arquidiocese de Belém, prevista para a sexta-feira (17).
No sábado (11), aconteceu, no centro paroquial da paróquia N. Sa do Perpétuo Socorro, bairro do telégrafo, em Belém, mais uma formação, a terceira de 2012, para a coordenação geral dos ECC's paroquiais, estes previstos para o segundo semestre de 2012.
Do evento formativo, participaram as paróquias: São José de Queluz, pelo setor B; São Jorge, N. Senhora do Perpétuo Socorro, São Sebastião e São Francisco Xavier, pelo Setor C e paróquia Santa Paula Frassinete, pelo setor E.
Da atividade, participou ainda o casal Edê e Ana, casal arquidiocesano, que pontuou diversas situações acerca das ações que serão trabalhadas nos encontros e colocou-se à disposição para eventuais necessidades dos casais.
A agenda do mês de agosto está com diversas atividades pelo setor C, inclusive com formações para palestrantes, no sábado (25) e encontros com as equipes dirigentes e coordenações de trabalho, preparações e formação para equipe dirigente, além da espiritualidade para a 2ª Etapa, juntamente com os demais setores da Arquidiocese de Belém, prevista para a sexta-feira (17).
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Por
uma experiência de amor
A
paternidade é dom implícito em todo homem; é chamado de Deus que, como Pai, nos
concede, dentre muitos atributos, dois que considero importantes meios para realizar
esta missão: a força física e a capacidade de proteção. Ser pai é a realização
do plano de Deus para o homem; quer o faça na realidade do matrimônio; na
procriação, acolhimento e cuidado com a prole, com a família; quer na realidade
como consagrado a Deus, por meio da missão sacerdotal, quando tem nos filhos de
Deus a ele confiados, a realização de sua ação paterna, como pai espiritual de
tantas pessoas que tem, em seu padre, a confiança de sua fé e até mesmo da escuta
e da orientação dos problemas cotidianos, quando buscam uma luz para os dilemas
que enfrentam, dentro do que Deus espera de cada um, na serenidade, na
temperança, na fortaleza, no discernimento, na coerência com o ser católico.
Muito mais que sabermos quem somos, precisamos lembrar, todo o tempo, a quem
pertencemos.
Minha
experiência como pai, realidade que vivo há 15 anos, quando do nascimento de
minha filha e que tento aprender todos
os dias, mesmo com meus erros; na verdade, creio que teve seus traços iniciais há
muito mais tempo, quando fui apenas filho, quando convivi com as questões das
mais diversas junto aos meus pais e irmãos; na busca de soluções para os
problemas diários, na obediência à autoridade familiar que às vezes, resisti,
mas em geral, decidi acatar e hoje entendo como isto foi importante para evitar
tantos problemas e os vícios que consegui não envolver-me. Como filho, aprendi que
Deus é Pai, é família; por isso, orienta a cada um de nós e oferta sempre o
caminho do bem. Educa-nos na liberdade do amor, todos os dias, na fidelidade de
sua presença, consolidando os laços que nos unem a Ele.
Hoje,
percebo o quanto foi importante esta experiência, principalmente em minha
primeira década de vida, quando os traços da personalidade que me norteiam
adquiriram suas linhas balisadoras. Aprendi, em família, o valor da autoridade paterna,
a importância do lar, o discernimento para o “sim” e o “não”, a importância da
renúncia em razão de quem se ama; a busca da harmonia na vida conjugal, da
orientação conjunta para os filhos, da repressão segura aos erros, da motivação,
do desafio, da força que abriga e da proteção que faz perseverar quando se tem
certeza do rumo certo.
Força
e capacidade de proteção. Dons que se expressam no cotidiano de todos nós, homens,
como faróis a nos iluminar e a guiar aos que nos foram entregues; no pastoreio
da missão paterna e que; ao contrário de ser fechamento, é abertura; para
expressar, em meio às nossas fragilidades e limitações, que a verdadeira fonte
da força e da segurança é Deus.
Força
que se exprime, em nossa contingência, na sensibilidade da escuta e na
disponibilidade de servir e de utilizar as ferramentas do raciocínio, da
inteligência e dos músculos para ser providente, para garantir a segurança e as
condições de pleno desenvolvimento ao rebanho familiar, comunitário.
Capacidade
de proteção que se revela no sacrifício, às vezes, até da própria vida, para
que jamais a esperança corra o risco de se perder, para que a fé jamais
esmoreça, para que a meta não corra o risco de ser embaçada, não pelo medo; mas
pela covardia de não buscar, muitas vezes pela luta constante, sempre e mais
uma vez, até conseguir a própria superação, no abandono da fé e na certeza do
bem.
Por
isso, quando vejo que o ser masculino, na cultura que hoje nos é ofertada, é reduzido
apenas à genitalidade, como um animal, sem inteligência ou vontade, penso que
precisamos, cada vez mais, dizer “sim” à paternidade e valorizar o homem, o pai.
Reitero: não somos gênero masculino, somos homens; como não há gênero feminino,
mas mulheres. Assim é o plano de Deus para a humanidade, assim Ele nos criou,
com igual dignidade, como homens e mulheres, como dons, um para o outro. Não
somos comportamento, não há opção ou diversidade sexual, mas identidade e
diferença, resposta ao chamado do Senhor. Temos ontologia, somos imagem de Deus,
expressão do amor em nossos corpos, em nosso ser.
Neste
“dia dos pais”, agradeçamos a Deus pelo Pai que Ele é, pela misericórdia com
que nos Ele acolhe. Agradeçamos pelo pai terreno que temos, que tivemos, que
recebemos como um presente terno do Senhor, pelos pais de tantos santos e
santas, que com seus testemunhos de vida, auxiliaram no “sim” de homens e
mulheres ao Senhor. Agradeçamos, mesmo por aqueles pais que não soubemos amar
enquanto estiveram conosco; pelos que, erradamente, viraram às costas a esta
realidade ou para os que, somente de forma tardia, resolveram reconciliar-se
com o chamado de Deus para suas vidas.
Peçamos
a Deus por aqueles que ainda não entenderam sua missão na paternidade, para que
voltem seu olhar para assumir sua vocação. Peçamos a Deus pelos pais que somos,
pelos pais de hoje, pelos pais que queremos ser, pelos jovens pais que ainda,
levados pela cultura do mundo, ainda não entenderam o sentido de sua missão
como homens. Peçamos perdão pelos que negaram, até com violência e covardia, os
filhos que Deus os deu como presentes de seu amor e por fim, peçamos a Deus
perdão por não sermos melhores pais, mais conscientes, mais esperançosos, mais
pacientes, mais amorosos. Peçamos a Deus pelo dom da vida de nossos pais
espirituais; pelos sacerdotes, que vivem o dom da paternidade em nossa
filiação, como pastores do redil do Senhor. Peçamos por fim, que saibamos,
todos os homens, assumir com coragem, aquilo que o plano de Deus, sonhou para
nós. Amém! Feliz Dia dos Pais!
Leno e Rose.
Artigo publicado no jornal Voz de Nazaré em 09 de agosto de 2012
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