segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Palavras do Santo Padre durante o Ângelus do IV Domingo do Tempo Comum

Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo (Mc 1,21-28) nos mostra Jesus que, nos dias de sábado, prega na sinagoga em Cafarnaum, uma pequena cidade no lago da Galiléia onde habitavam Pedro e seu irmão André. Em seu ensinamento, que suscita maravilha nas pessoas, segue a libertação de ‘um homem possuído por um espírito impuro’ (v.23), que reconhece em Jesus o ‘santo de Deus’, isto é, o Messias. Em pouco temo, sua fama se propaga por toda a região, que Ele percorre anunciando o Reino de Deus e curando os doentes de todos os tipos: palavra e ação. São João Crisóstomo observa como o Senhor ‘alterna o discurso em beneficio dos que escutam, passando dos prodígios às palavras e novamente do ensinamento de sua doutrina aos milagres’(Hom.inMattheceum 25,1:pg57,328)

A palavra que Jesus dirige aos homens abre imediatamente o acesso ao desejo do Pai e a verdade sobre si mesmo. Não é assim que acontece com os escribas, que se esforçavam para interpretar as Sagradas Escrituras com inúmeras reflexões.

Além da eficiência da palavra, Jesus unia os sinais de libertação do mal. Santo Atanásio observa que ‘comandar os demônios e expulsá-los não é obra humana, mas divina’, de fato, o Senhor ‘afastava dos homens todas as doenças e qualquer enfermidade. Quem, vendo o seu poder...poderia ainda duvidar que Ele fosse o Filho, a Sabedoria e a Potência de Deus?’ (Oratio de Incarnatione Verbi 18.19:Pg25,128 BC.129B).

A autoridade divina não é uma força da natureza. É o poder do amor de Deus que cria o universo e, se encarnado no Filho Unigênito, descendo na nossa humanidade, cura o mundo corrompido pelo pecado. Escreve Romano Guardini:”Toda a existência de Jesus é tradução da potência em humildade...é a soberania que se abaixa em forma de servo”(O Poder, Brescia 1999,141.142).

Geralmente para o homem a autoridade significa possuir, poder, dinheiro, domínio, sucesso. Para Deus em vez, autoridade significa serviço, humildade, amor; significa entrar na lógica de Jesus que se abaixa para lavar os pés dos discípulos (cfr João13,5), que busca o verdadeiro bem do homem, que cura as feridas, que é capaz de um amor tão grande (a ponto de) dar a vida, porque é Amor. Em uma de suas cartas Caterina da Siena escreve: “É preciso que vejamos e conheçamos, na verdade, com a luz da fé, que Deus é o Amor supremo e eterno, e não pode querer outra coisa senão o nosso bem” (Ep.13 in:As cartas, vol.3, Bologna 1999,206).

Queridos amigos, quinta-feira próxima, 2 de fevereiro, celebraremos a festa da Apresentação do Senhor no templo. Jornada Mundial da Vida Consagrada. Invoquemos com confiança Maria Santíssima, pare que guie nossos corações atraídos sempre pela misericórdia divina, que libera e cura a nossa humanidade, enchendo-a de todas as graças e bençãos, com a potência do amor.


Fonte: www.zenit.org em 30 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Para aprendermos mais....
(Caros amigos, segue o texto abaixo, do Professor Felipe Aquino, por meio do portal da Canção Nova (www.cancaonova.com.br). Vale a pena ler e refletir:

Os estragos da TV brasileira (Quem patrocina a baixaria é contra a cidadania)
Imagem: pandora.jor.br

Em duas oportunidades (13/01/93 e 27/01/93) – antes de surgir as TVs católicas - o falecido Cardeal, e ex-Primaz do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves publicou, no JORNAL DO BRASIL, dois famosos artigos sobre a televisão brasileira. Foram publicados também na Revista “Pergunte e Responderemos” (n. 375, 1993, pg. 357ss)”. No primeiro, cujo título é J'ACCUSE! (Eu acuso), o prelado afirmava, entre outras coisas:

“Eu acuso a TV brasileira pelos seus muitos delitos. Acuso-a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja, a vida...”. “Acuso-a de disseminar, em programas variados, ideias, crenças, práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo, veículo para a difusão da magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais nocivos ao equilíbrio psíquico.”

“Acuso a TV brasileira de destilar em sua programação e instalar nos telespectadores, inclusive jovens e adolescentes, uma concepção totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do furto, do ganho fácil, do estelionato. Neste sentido merece uma análise à parte as telenovelas brasileiras sob o ponto de vista psicossocial, moral, religioso [...]

“Qual foi a novela que propôs ideais nobres de serviço ao próximo e de construção de uma comunidade melhor? Em lugar disso, as telenovelas oferecem à população empobrecida, como modelo e ideal, as aventuras de uma burguesia em decomposição, mas de algum modo atraente”.

“Acuso, enfim, a TV brasileira de instigar à violência: A TV brasileira terá de procurar dentro de si as causas da violência que ela desencadeou e de que foi vítima [...]”.

No segundo artigo (27/01/93), sob o título de “Resistir, Quem Há de? o Cardeal pede uma mobilização da família cristã contra isso: “Opino que a Família deve estar na linha de frente de resistência: os pais, os filhos, os parentes, os agregados - toda a constelação familiar. Ela é a primeira vítima, torpemente agredida dentro da própria casa; deve ser também a primeira a resistir. É ela quem dá IBOPE, deve ser também quem o negue, à custa de fazer greve ou jejum de TV. Cabe, pois, às famílias, 'formar a consciência crítica' de todos os seus membros frente à televisão; velar sobre as crianças e os adolescentes com relação a certos programas; mandar cartas de protesto aos donos de televisão; chamar a atenção dos anunciantes, declarando a decisão de não comprar produtos que financiam programas imorais ou que servem de peças publicitárias ofensivas ao pudor, exigir programas sadios e sabotar os mórbidos para que não se diga que o público quer uma TV licenciosa, violenta e deseducativa”.

É preciso meditar profundamente nesta grave acusação de Dom Lucas Moreira Neves. Os pais e educadores, sobretudo os cristãos, não podem deixar as crianças e jovens à mercê de uma televisão baixa, imoral, deseducativa, amedrontadora, desleal. A TV tem sido a grande promotora da destruição dos valores morais e da família.
O próprio Walter Clark, falecido em 1997, fundador e ex-diretor da TV GLOBO, também deu o seu testemunho contra essa situação, por intermédio do jornal ESTADO DE MINAS (07/01/93, pg 13), afirmando, entre outras coisas, que:
“A TV brasileira está vivendo um momento autofágico. Lamento ter contribuído, de alguma forma, para que ela chegasse aonde chegou”. “A emissora está nivelando por baixo: existem traições, incestos, impulsos sexuais incontidos, cobiça, ódio, tudo isso existe, mas não é só isso”. “A sociedade, que já está violenta, acaba tendo no seu registro mais forte de comunicação, que é a TV, só violência”.

Já faz quase vinte anos que esses alertas foram feitos, mas parece que pouco mudou. É verdade que, graças a Deus, surgiram as TVs católicas, que fazem uma “pregação sistemática de valores”, se contrapondo a outras que fazem o contrário: “uma pregação sistemática de antivalores”.

A televisão brasileira, infelizmente, se tornou uma das piores do mundo no que se refere aos valores morais, alienação do povo e sua deseducação. O que temos visto nos famosos “reality shows”, novelas e outros programas de auditório? Algo deprimente. Jovens e artistas que expõem suas intimidades ao público em busca de fama e dinheiro fácil, dando aos milhões de jovens mau exemplo de vida. A única coisa nobre nesses programas é o horário; são, na verdade, um fomento à mais mesquinha fofoca em horário nobre. Explora-se, de modo sutil, com um marketing refinado, a miséria das pessoas, seus problemas sentimentais, afetivos, morais, espirituais, num desrespeito profundo à dignidade do ser humano. Ele ali é usado e enganado para dar IBOPE e lucro, nada mais.

Esses programas e outros, repito, em horários nobres, aos quais crianças e jovens assistem, levam-nos ao esquecimento de nós mesmos, à alienação, à futilidade e imoralidade. São cenas contínuas de incitamento sexual, masturbação, convite à fornicação e outras tristezas. Não há cultura, não há formação, não há boa informação; é apenas apelo aos vícios: exibicionismo, soberba, cultura do prazer, sexismo, pornografia, homossexualidade, competição baixa, infidelidade conjugal, preguiça, ociosidade, intrigas, “strip-tease” e, disputas desumanas que levam as pessoas à exaustão física e mental. Tudo em busca de sucesso e dinheiro fácil. Tudo contra o que nos ensina Jesus Cristo. O importante é se tornar uma “celebridade nacional” com direito a outros sucessos. Mas com base em que conteúdo?
A consequência de tudo isso é que vai-se aumentando o número de adolescentes grávidas, abortos, estupros, infidelidades conjugais, homossexualidade, casais separados, jovens abandonados vivendo no crime, na droga e na bebida...
Por outro lado o povo é massificado. Explora-se maldosamente o mórbido gosto natural pela fofoca e “bisbilhotagem” da vida alheia, fazendo da massa popular como que um rebanho que não pensa e não critica. É uma alienação e desserviço à população. Explora-se comercialmente, “inteligentemente”, a falta de cultura de povo oriundo de uma escola fraca; aumenta-se, como disse alguém, o seu “emburramento”.
Ora, a lei diz que televisão – cuja concessão é do Estado – tem a missão de educar, formar, informar, dar cultura e educação; é isso que temos visto? Não, não e não. Temos visto uma TV que destrói a família e seus valores sagrados. Com um faturamento financeiro enorme, vende-se alienação numa enorme vitrine de propaganda patrocinada por ricas empresas. Uma campanha na internet contra tudo isso chegou a anunciar “Quem patrocina a baixaria é contra a cidadania”; é contra o povo; então, como disse o Cardeal D. Lucas é preciso o boicote dos cidadãos, especialmente dos cristãos, a quem fomenta a imoralidade.
Lutar contra tudo isso não é moralismo, mas defesa dos valores morais e da família, coluna da sociedade. O povo brasileiro tem sido ofendido e chocado com as barbaridades apresentadas em novelas, com cenas chocantes, palavras chulas e obscenas, que não se pode escrever aqui. Tenta-se de maneira sutil e maliciosa passar isso ao povo como “se tudo fosse normal e lícito”, como se o sexo fosse apenas atos de genitalidade, apenas prazer sem uma visão moral e um compromisso com a vida e com o outro, como se fossemos irracionais.

O Congresso Teológico Pastoral de Valencia, na Espanha, no V Encontro do Papa com as famílias disse que: “a família vive uma crise sem precedentes na história”, cujas raízes se encontram na “pressão ideológica” exercida pela “mentalidade consumista” e pela ação de “um laicismo de raiz niilista e relativista”.
É preciso reagir contra esse estado de coisas. Não podemos ficar calados e inertes diante desta cultura niilista e sem Deus que quer tudo destruir. Se não nos mobilizarmos contra isso estaremos sendo coniventes com a destruição da família e da sociedade, diante de Deus e dos homens. O que queremos para os nossos filhos e netos?

Fonte: Professor Felipe Aquino/ www.cancaonova.com.br


    
Dom Orani convoca paróquias a rezar por vítimas de tragédia no RJ

Devido à tragédia ocorrida na última quarta-feira, 25, com o desabamento de três prédios no Centro do Rio de Janeiro, o Arcebispo Metropolitano, Dom Orani João Tempesta, convocou nesta sexta-feira, 27, todo o clero responsável por Paróquias e Capelas da arquidiocese para que em todas as Missas e Celebrações deste fim de semana, coloque a intenção pelos falecidos e por suas famílias como sinal de que a Igreja Católica está fraternalmente unida aos que foram atingidos por tal fatalidade.

Comunicado do Arcebispo do Rio de Janeiro às paróquias da arquidiocese

A tragédia ocorrida na última quarta-feira, dia 25 de janeiro, com o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, consternou todo o país, sobretudo a nós, cariocas por nascimento ou por adoção, que vivemos nesta querida cidade.

Neste grave momento, a Igreja quer ser solidária com o sofrimento do nosso povo e levar a todos a palavra de confiança, consolo e esperança daqueles que seguem Jesus Cristo, como resposta para todas as cruzes.

Pedimos, assim, ao clero responsável pelas nossas paróquias e capelas que, em todas as Missas e Celebrações deste fim de semana, coloque a intenção pelos falecidos e por suas famílias, como sinal de que cremos no poder da oração e de que estamos fraternalmente unidos aos que foram atingidos por essa fatalidade.

Agradeço e abençoo sua colaboração.
Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 2012
D. Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por uma programação aberta à vida e à verdade
Enquanto escrevo este artigo, assisto a programação da tv aberta; e, chego à triste conclusão da baixa qualidade de boa parte dos programas ofertados pelas emissoras em termos de humanidade, de assuntos que possibilitem ou provoquem um bom diálogo familiar, que ajudem as famílias a um sadio momento de interação ou que falem e mostrem aos jovens uma perspectiva de futuro com respeito à dignidade da pessoa humana, valorizando o homem e a mulher pelo que são: filhos amados de Deus, chamados sempre a optar pela vida.

Em poucos minutos, quase que a totalidade da programação apresentou: apelo sexual, estímulo ao consumismo, ao uso de drogas consideradas lícitas; com destaque para ao álcool, rebeldia infanto-juvenil, estímulo ao adultério, promoção do comportamento homossexual e violência. E é neste ambiente que, por vezes, deixamos nossos filhos aprenderem sobre a vida.

A dinâmica social nos coloca, enquanto pais e mães, muitas vezes em "xeque". Somos questionados e cobrados o tempo todo por aqueles a quem temos a missão de educar, perante as ideologias que colocam o homem e a mulher, imagem e semelhança de Deus, como inferiores em relação aos animais, ao "ecologismo", à tolerância com o mal. Porém, mais do que palavras e discursos, penso que temos de dar exemplos de atitudes que, efetivamente, sejam coerentes com a decisão pelo bem, comportamentos que deixem marcas na personalidade dos pequenos; um tesouro familiar composto de amor, temor a Deus, esperança, verdade, fé e humanismo cristão.

A herança das transformações ocorridas nos últimos 40 anos do século XX abalou o antes inquestionável "poder familiar" de educar e de ser referência para o comportamento da prole. E ao longo das últimas décadas, temos pago um preço muito alto por nos afastar, muitas vezes em nome do trabalho, do comodismo e mesmo de melhores ganhos financeiros, do desenvolvimento de nossos filhos; delegando à escola, à TV, a terceiros e, hoje, à web, algo que é inerente à família: sua missão como educadora na fé e na formação do caráter de cada jovem; tão vulnerável ao imenso ataque da "cultura de morte", expressa em muito nos meios de comunicação sem compromisso com a verdade. Em resumo, penso que temos negligenciado e assim, perdido terreno para aquilo que não é de Deus.

Assim como não dependemos da autorização dos nossos filhos para lhes dar a comida necessária ao sustento do corpo quando ainda são pequenos, também não podemos depender de sua voluntária adesão para lhes dar o alimento do espírito; os valores que, como pais e mães, temos a responsabilidade de cultivar no seio familiar. Amor, verdade, fé, humanidade, caridade, respeito ao outro, são exemplos de decisões que ,como homens e mulheres, filhos de Deus, precisamos ter como premissas em nossas ações cotidianas. Valores são "investimentos afetivos", como ensina o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980); contudo, mais que emoções, se constituem no nosso legado como pais, no amor que decidimos por aqueles que sabemos cidadãos do céu.

Quiçá não fiquemos desatentos; mas "orantes e vigilantes" (Mc 14,38) por nós e pelos que amamos; para que, firmes no objetivo que nos levará ao amor do Pai, tenhamos em Jesus a referência para que não nos desviemos do caminho da salvação e, para isto, contemos com a colaboração das emissoras católicas; que, diferentes do "lugar comum" e até leviano de algumas, nos oportunizam conhecer mais e melhor do projeto de Deus para todos nós.

Leno Carmo
obs.:Texto publicado no jornal "Voz de Nazaré" de 26 de janeiro 2011.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Reunião Geral do ECC de "Jesus Ressuscitado" 





Com a palestra intitulada "Influências sobre a família" foi realizada a primeira reunião geral do ECC 2012 da Paróquia Jesus Ressuscitado, localizada no conjunto Médici, bairro da Marambaia.

Na ocasião, atendendo convite da equipe dirigente do ECC na paróquia,a ação formativa foi ministrada pelo casal ligação setorial C em um encontro bastante participativo, contando com a presença de diversos casais dos encontros já realizados pela paróquia que estiveram juntos em um clima de alegria, pobreza, oração, simplicidade e doação; pontos básicos do ECC que foram observados com carinho pela organização do evento paroquial.

Como um dos momentos iniciais da aproximação com todas as paróquias da região episcopal Santa Cruz, por meio de suas respectivas equipes dirigentes, a presença do público do ECC foi uma mostra da integração possível junto às ações do Conselho Setorial C, cujo grande objetivo é a realização do trabalho comprometido e com base nas Sagradas Escrituras, na Tradição e no Magistério da Igreja, além do documento nacional do Encontro de Casais com Cristo e demais publicações relativas aos dias de atividades do serviço-escola.
     

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Caros amigos,

Segue esta bela e oportuna reflexão de Dom Alberto Taveira - Arcebispo de Belém. Desejamos que ela nos faça analisar como estamos vivenciando nossa missão no ECC; a autoridade e o serviço aos irmãos.

“Eis o meu servo, que escolhi; no qual está meu agrado", Mateus 12,15
A presença de Jesus desconcerta as pessoas, pois suas palavras e gestos superaram as práticas costumeiras e seus critérios são totalmente diferentes (Mc 1,21-28). Diante da enfermidade, ele chega com a cura, inclusive tocando com as próprias mãos pessoas excluídas do convívio social, como os leprosos. Anda por todas as partes, vai às casas das pessoas, é procurado pelos pecadores e fracos, não julga, mas acolhe, vence o poder do demônio. Aonde chega, traz um ensinamento novo, dado com autoridade: “ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da lei” (Mc 1,22). Sua fama se espalha por toda parte!

De fato, “grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. Advertiu-os, no entanto, que não dissessem quem ele era. Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual está meu agrado; farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o julgamento. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar o julgamento. Em seu nome as nações depositarão sua esperança” (Mt 12, 15-21). Até hoje e até o fim dos tempos, seu nome atrai, converte e transforma radicalmente.

Olhando para Jesus, perguntamo-nos sobre a autoridade exercida nos mais diversos níveis da convivência humana. Tem-na uma criança! Tanto que a sociedade aprende a valorizá-la, a ouvir desde o choro dos bebês até o clamor das crianças de rua, ou a sabedoria de perguntas infantis que desarmam marmanjos! E o “dono da bola”, nos jogos de futebol de nossa infância! Têm autoridade os pais e mães em suas casas, aos quais se confia a transmissão de valores verdadeiros, capazes de sustentar vidas humanas. Quantos são chamados a exercê-la em repartições públicas e empresas, ou órgãos de governo. Quem nunca se encantou com uma parada militar, em que garbosos soldados desfilam diante da população? E pelo menos uma pontinha de justificado orgulho já passou por tantos corações ao dar notícias a familiares e amigos sobre um cargo de chefia ou uma promoção vieram “em boa hora”! Também na Igreja, sacerdotes e outros ministros são chamados a exercer autoridade, estando à frentes de Paróquias, grupos e setores de atividade pastoral.

Difícil é exercer a autoridade sem autoritarismo, sem cair na tentação do despotismo ou manipular vidas e consciências. Autoridade tem que vir de dentro, de convicções purificadas pelo sentido do bem comum. Autoridade se impõe pelo conteúdo de palavras e pela coerência de vida. Autoridade tem a criança pela sua transparência e pela imensa liberdade com que se apresenta. Tem autoridade a pessoa que sabe o que pensa e o que fala, pois pode estabelecer-se com competência, objetividade e compromisso com a verdade. Revela-a mais do que outras aquela pessoa que escolheu, como o Senhor em quem acreditamos, servir e não ser servido.

Não é novidade dizer que existe uma crise de autoridade nos dias que correm. Para superá-la, há que se trabalhar na formação das pessoas. Os pais e mães, quando saem de seu fechamento e aprendem a partilhar com outros casais, dialogam mais e não perdem o pátrio poder. Ao lado de tantas outras possibilidades, a Igreja põe à disposição Movimentos e Serviços, que são laboratórios para que as famílias se renovem. As lideranças dos vários setores de Igreja sabem também o quanto se insiste na formação dos quadros de serviço.

Aos responsáveis pela distribuição de cargos públicos, fazemos um apelo a que se valorizem as escolas e cursos já existentes e o necessário treinamento para quem a eles for destinado. Cresce na sociedade o controle da administração, através da verificação de gastos e acompanhamento dos atos de governo. São caminhos para a superação da corrupção, sempre existente, mas dragão a ser vencido um dia depois do outro. E se o sonho não for alto demais, quem pode pensar em formação para os que vierem a se candidatar nas eleições do ano em curso?

Que mais pessoas possam ouvir de si mesmas, em muitos níveis da vida social que é diferente seu comportamento e o exercício de suas funções, com verdadeira autoridade! Mas sabemos de nossos limites, pelo que, para que seja nova nossa vida, é necessário pedir: “Concedei-nos, Senhor, nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade”. Só o amor a Deus e o amor de caridade no relacionamento com as pessoas podem fazer superar a crise de autoridade do mundo. A receita não mudou!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Pais Pedagogos (Padre Zezinho)

Se se pode falar que Deus tem um sonho, Jesus o expressou: foi o sonho da unidade. “Que todos sejam um assim como nós.( Jo 17,11) Como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. (João 17 : 21)
E foi ele mesmo quem deixou os fundamentos da santa pedagogia da unidade, mistério que jamais entenderemos. Nunca seremos um, como Pai e Filho e Espírito Santo o são, mas poderemos ser uma família, uma comunidade, uma igreja em permanente busca de unidade.

A pedagogia do diálogo é uma das mais acendradas formas de santidade. Santo que é santo, dialoga, fala e deixa falar, como Jesus o fez. Santo que é santo inclui o outro! Abandone-se o diálogo e a família, a igreja, a sociedade implodem. Pratique-se e as chances de paz e de sucesso aumentarão. Se um dos membros se negar a dialogar o peso recairá sobre ele. Os demais crescerão.

Catequese do Diálogo

Diálogo é a capacidade de ver as coisas também a partir o ponto e vista do outro. É buscar o “logos”, a essência com e através da busca do outro. Amor é diálogo: se não for, deixa de ser amor. Sexo é diálogo: se não for, perde o seu sentido fundamental. Família é diálogo: não o sendo, esfacela-se. O diálogo existe porque o outro existe. O outro deveria nascer do diálogo. Se não foi, encontre-se no perdão e em outros corações que o acolheram. Mas sem o “diá” e o “logos” perde-se o sentido de pessoa.
   
***

Por isso uma das primeiras catequeses de uma família, ainda que não a única, é a catequese do diálogo. Entrei na vida de um outro, de uma outra, ornamo-nos um significativo “nós”, criamos outros e somos chamados a viver com os outros, pelos outros, nos outros: em diálogo.
Quero saber como ele vê a vida, como sente, quais são as suas relações e suas reações, até porque família é uma seqüência de laços e relações e de reações.

Educar para relações e reações é o começo da transmissão da fé. Deus fez e faz isso conosco. Relacionou-se, relaciona e vai ensinando, por sinais e pelos profetas, dois dos quais são o pai e a mãe, como devemos reagir às relações dele e do mundo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Leitura do Livro do Eclesiástico (2, 1-10)

Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação. Humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade; sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz.

obs.: Texto escolhido pelo Casal Ligação Setorial C para a abertura dos trabalhos do Setor em 2012, lido na primeira reunião do Conselho.
Primeira Reunião do Conselho Setorial C

Com a presença de mais de 60 pessoas; entre equipes dirigentes, membros do Conselho Regional e Arquidiocesano, aconteceu na noite desta terça-feira (17) a primeira reunião do Conselho Setorial C - Região Santa Cruz do ECC Belém. O encontro foi realizado na Paróquia São Francisco Xavier, situada na travessa Mauriti, bairro do Marco em Belém.

Na reunião, que foi iniciada com as orações de acolhida e a recepção alegre do Padre Mateus (Diretor Espiritual do ECC da Paróquia São Francisco Xavier), estiveram à mesa o Casal Ligação Setorial C - Leno e Rose, o Diretor Espiritual do Conselho Arquidiocesano Padre Antonio Maia e os representantes da 2ª Etapa - Setor C e da 3ª Etapa do ECC Belém, Jeferson e Lúcia.

Após as considerações iniciais, os avisos e o agendamento das reuniões, encontros e atividades do Conselho Setorial, foram chamados os Casais Regional - Gama e Rosa e Arquidiocesano - Reinaldo e Socorro, que esteve presente com seu casal Secretário Nelson e Kátia, para as respectivas falas de acolhimento das novas equipes dirigentes do Setor C.

Concluindo a reunião, o Padre Antonio Maia fez suas considerações, manifestando sua alegria de estar presente no encontro que iniciou oficialmente as ações do Conselho Setorial C em 2012, encerrando as atividades com a bênção final.

Abaixo, seguem as datas e locais das próximas reuniões do Conselho neste primeiro semestre de 2012.

Quinta -feira, 09 de fevereiro - Paróquia de São Jorge (Marambaia)
Quinta -feira, 08 de março - Paróquia Santa Cruz (Marco)
Segunda-feira, 09 de abril - Paróquia Imaculada Conceição (Cabanagem)
Quinta -feira, 10 de maio - Paróquia N. Sa de Perpétuo Socorro (Telégrafo)
Terça-feira, 12 de junho - Paróquia Jesus Ressusctado (Marambaia)
  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

1ª Reunião do Conselho Setorial de 2012

Nossa primeira reunião do Conselho Setorial - C será na próxima terça-feira (17), às 20h, na Paróquia São Francisco Xavier (Tv Mauriti - Marco).
Contamos com a presença das equipes dirigentes 1ª Etapa da região episcopal Santa Cruz e da equipe dirigente de 2ª Etapa.

Leno e Rose 
Casal Ligação Setorial C

Sejam Bem Vindos, Irmãos e Irmãs em Cristo

Este é mais um importante espaço de comunicação, informações e notícias do Setorial C - Região Santa Cruz do Encontro de Casais com Cristo da Arquidiocese de Belém.
Somos o casal Leno e Rose, da Paróquia Jesus Ressuscitado (Marambaia) e compomos o Conselho Arquidiocesano do ECC Belém e estamos na função, durante o biênio 2012-2013, de Casal Ligação Setorial C (Região Santa Cruz), que compreende as Paróquias: Santa Cruz, São Jorge, Imaculada Conceição, N. Senhora da Conceição Aparecida, Santo Amaro e N. Sa dos Navegantes, Jesus Ressuscitado, N. Senhora do Perpétuo Socorro e São Francisco Xavier, onde o ECC está implantado.
Contamos com as orações de todos para este trabalho missionário pelos casais de nossa região episcopal.