segunda-feira, 28 de maio de 2012

Formações e Encontros realizados com a graça de Deus

Nos últimos quinze dias temos trabalhado bastante para que a realização dos Encontros de 1ª e 2ª Etapas do Setor sejam uma realidade e temos sido agraciados com a alegria de poder compartilhar estes momentos de preparação com muito carinho e responsabilidade junto aos diversos casais que tem se empenhado na condução dos trabalhos, na espiritualidade e na beleza que é o Encontro de Casais com Cristo.

Dia 21 de maio, tivemos a satisfação de prepararmos as equipes de trabalho para o ECC 2ª Etapa da Região Santa Cruz. Fomos recebidos pelos casais na Paróquia São Francisco Xavier e estamos felizes por saber que todo o ECC 2ª Etapa já está pronto para ser desenvolvido.

Refletimos o quanto é prazeroso ter a satisfação de podermos aprender juntos sobre mais esta estapa do ECC, que tem sua beleza própria e se integra à grande unidade do objetivo deste serviço-escola maravilhosamente inspirado pelo Padre Afonso Pastore, que é o ECC.

Como desafio para nós e para todos, propusemos a formação de palestrantes e de coordenadores de círculos para esta etapa e conseguimos iniciar este processo que temos fé e esperança que terá o mesmo brilho e entusiasmo da etapa inicial do ECC para todos os que trabalham e participam desta atividade que visa aprender acerca da doutrina da Igreja e motivar os casais para o engajamento definitivo nas pastorais paroquiais.

Na sequência, acompanhamos os Encontros das Paróquias Jesus Ressuscitado e Imaculada Conceição, que aconteceram no final de semana de 25 a 27 de maio e que pudemos testemunhar o belo trabalho realizado pelas paróquias envolvidas. Foram dias de espiritualidade, alegria e verdadeiro encontro por parte, tanto de quem teve a felicidade de ser convidado a fazer o ECC, quanto por quem foi trabalhar nele.

À Coordenação Geral dos respectivos trabalhos, nossos profundos e respeitosos agradecimentos pelo empenho, abnegação, doação, alegria, simplicidade, oração e pobreza que marcaram os dois primeiros encontros da região episcopal Santa Cruz. Parabéns a todos e que Deus os abençoe hoje e sempre e os conserve na graça de serem dons para tantas famílias que foram atendidas pelo ECC.

Agora, nossos olhares se voltam para novos compromissos: as reuniões de pós-encontro paroquiais, de  formação e preparação para o ECC da Paróquia Santa Cruz que certamente, a julgar pelo empenho e carinho de todos os envolvidos neste trabalho, será também um belo momento de evangelização das famílias, a nossa reunião do Conselho Setorial, que realizar-se-á no dia 12 de junho e por fim, olhamos com muita esperança para a realização do I Encontro Arquidiocesano do ECC que tem como tema: Por uma proposta de comunhão; para nós, uma bela forma de trabalhar o encerramento do primeiro semestre com a união de todos que fazem o ECC em nossa arquidiocese.
      

sábado, 19 de maio de 2012

Por um vinho novo
Recentemente, órgãos de imprensa destacaram, alguns até com mórbido prazer, os dados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acerca de duas questões de extrema importância para nosso futuro: o aumento do número de divórcios em mais de 100% nos últimos dez anos e a queda; tanto no número de casamentos, quanto do número de filhos nas famílias.
Creio ser esta mais uma triste constatação do que nossa cultura tem adotado como orientador: o individualismo; expresso nas diversas formas de manifestação; seja da economia, da política ou da arte. Penso que tais dados, são o resultado de relacionamentos muito comuns hoje em dia; possivelmente, sem orientação acerca da solidez necessária para uma decisão tão importante como a vida conjugal, a qual precisa vir de uma análise madura, responsável, refletida, após um período de namoro capaz de cultivar laços duradouros, com estrutura de diálogo, de escuta ativa e com o elemento para nós mais importante: a presença do Cristo, unindo homem e mulher que se amam.
Penso que, talvez, tenha faltado aos que hoje estão separados um olhar de acolhimento, uma orientação baseada no amor, uma chamada ao compromisso com o "sim" dado no altar; talvez tenha faltado "joelho no chão" quando as coisas começaram a dar sinais de desgaste.
Talvez também tenha sido silenciado o testemunho do vinho da alegria de amar por parte de outros casais a esclarecer sobre a decisão irreversível que tomariam. Será que faltou gente para alertá-los que a vida matrimonial é um dom e é fruto do nosso trabalho, sol a sol? Faltou alguém dizer a eles que casar é querer a felicidade do outro? Talvez. Como talvez tenha faltado a comunicação do sabor do vinho que compromete, da indissolubilidade e da fidelidade, da abertura à fecundidade espiritual e ao dom da procriação. Talvez. Como refletia o beato João Paulo II, em suas catequeses sobre o amor humano; quando ensinava sobre o espaço entre homem e mulher, que mesmo com a atração física em alto nível a arder na paixão recíproca, não poder ser totalmente preenchido;  se este espaço não for ocupado por Jesus a unir em si a humanidade criada, o mesmo pode ser trabalhado pelo inimigo, que quer cultivar no coração humano o egoísmo; vício que mina qualquer relacionamento cuja base não tenha sido o trabalhar pelo bem de quem se ama; o que, no caso do matrimônio, é uma decisão de amar seu cônjuge, mesmo com suas limitações, mesmo com a ciência dos sofrimentos que isto traz.
Muitas perguntas nos provocam; mas em resumo, penso que não há culpados isolados quando tudo fracassa, mas responsáveis, quer por ação ou por omissão, em diversas etapas, onde incluímos também todos nós, membros de uma geração que pouco testemunhou o amor e que tem permitido o avançar do egoísmo a macular a pureza do amor conjugal. 
Pergunto portanto, acerca dos números informados pelo IBGE: Como estes relacionamentos que se desfizeram foram edificados? Como estes homens e mulheres se preparam para a vida a dois? Como se posicionaram ante possibilidade de gerarem vidas? Como enfrentaram as dificuldades trazidas pela rotina ou pela indiferança? Em resumo: Como planejaram em seus corações construir a história de sua vida em comum, de sua família? Por isso, penso que todos temos responsabilidade diante deste triste panorama de nossa sociedade. Daí um alerta, que considero importante para os jovens e adultos que querem dar-se em matrimônio: quando o divórcio é colocado como possibilidade real e até mesmo, com naturalidade entre os futuros cônjuges, na base do “que seja infinito enquanto dure”, como cantava o poeta, já há uma fragilidade na própria decisão adotada para a vida juntos; penso que considerar a separação como algo provável “se o amor acabar”, como dizem alguns, é semear, desde o início, ou até antes dele, o joio do egoísmo e da aceitação passiva de um fracasso e assim, perder antecipadamente uma batalha crucial para o inimigo, ante a passividade ou a indiferença à união que, pelo Cristo, foi elevada a sacramento.
Talvez, por isso, como conseqüência de um número cada vez maior de separações e da facilidade com que se divorcia em nosso país, mais ainda se deixam "para mais tarde" o "sim" nupcial e ampliam-se o número de “experimentos”, de “testes” para com o outro e consequentemente, aumentam os ressentimentos e até a aversão ao casamento, que em muitos casos, é percebido apenas com um evento social, sem a dimensão de ser resposta de fé. Daí advém tantos traumas e mágoas causadas pela imaturidade nas decisões tomadas por parte de quem ainda não percebeu o valor da união conjugal, mas vê o outro apenas como uma propriedade, um objeto, que aliado a uma distorcida educação sexual, resumida à genitalidade e a violência doméstica em suas mais diversas manifestações, não pode dar outro resultado que não seja a tristeza das separações, que não raramente, atingem os filhos, reivindicados primeiramente como um "direito", mas, ante as separações, muitas vezes abandonados à própria sorte, órfãos de pais vivos.
Que grande responsabilidade temos junto aos tantos jovens que caminham em seu namoro, noivado, pensando dar-se em casamento, os quais encontramos todos os dias em nossas ruas, nas nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas paróquias. Penso que eles precisam urgentemente entender o valor do sacramento do matrimônio pelo testemunho de nossas vidas. Creio ser urgente nos interessarmos por eles, acompanhá-los, investir tempo para orientá-los, mostrar e eles a necessidade de uma decisão madura, refletida, adulta.
Casamento não é experiência, teste, aposta, mas uma radical abertura a Deus, resposta ao chamado do Criador, sacramento de serviço, canal de graças, caminho de comunhão. Por isso, penso ser necessário, por parte de todos aqueles que tem buscado santificar dia a dia seu matrimônio e com responsabilidade, assumido sua missão pela felicidade do outro, e isto inclui investir constantemente neste relacionamento; o testemunho das graças, das alegrias, da forma de superar as dificuldades com confiança, fé e esperança em Deus.
É preciso dizer aos nossos jovens, que investem em um relacionamento a dois, como é possível perceber a água transformada em vinho em seu relacionamento conjugal diário, fruto de constante trabalho, cultivo, oração e amor que, com Deus, é sempre vinho novo, renovado, abençoado. Testemunhar não a inexistência de sofrimento; posto que isto é impossível em nossa contingência, mas a fortaleza que Deus nos dá para superar os problemas, na confiança que o matrimônio é sinal visível de uma realidade querida por Deus e por ele cuidada com carinho. Realidade que em Maria tem uma referência maravilhosa, daquela que soube ser esposa e mãe, esteio da Sagrada Família que nos aponta sempre o caminho do céu: seu Filho Jesus.
Artigo publicado no Jornal Voz de Nazaré - edição de 17 de maio de 2012 (Coluna Sal e Luz - Leno Carmo)   

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Para frente e para o alto
Artigo de Espiritualidade de Dom Alberto Taveira Corrêa
“Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu” (At 1,11). Os discípulos formados por Jesus foram acalentados com sua presença e agora se veem lançados à missão, encarregados por ele, quando de sua partida para o Céu, de levar a Boa Nova do Evangelho a todos os recantos da terra: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado” (Mc 16,15-16).

Em todas as etapas de sua caminhada por esta terra os cristãos são desafiados buscarem o ponto certo para pousarem seu olhar e suas esperanças. Trata-se de encontrar o ponto de referência que lhes possibilite navegar pelas águas agitadas da vida, sem perder o rumo.

Caminhar a esmo, sem clareza de objetivos, não dá consistência a qualquer trabalho humano. Como da parte de Deus há sempre a clareza de que deseja a salvação de todos e quer formar uma única família, que quer o mundo unido e lança, pela ação do Espírito, as sementes do Verbo em todas as partes, é preciso sempre aprender e seguir os passos do Salvador.

O Evangelho de São Marcos já constatava que “os discípulos foram anunciar a Boa Nova por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20).

O cristão busca as coisas do alto, onde Cristo está à direita do Pai (Cf. Cl 3,1). Sua tarefa não é apenas olhar para a realidade que o envolve, mas semear a esperança, propondo novos caminhos. O olhar do pesquisador, que aponta as tendências e constata a opinião pública é insuficiente para ele.

Antes, cabe-lhe propor um jeito diferente de viver, cuja origem é “do alto”. Quando tudo aponta para a ganância e o acúmulo de bens, trata-se de semear a partilha e a comunhão. Quando o olhar do analista do dia a dia enxerga apenas os crimes e a corrupção, vamos ao encontro de novas práticas de partilha, existentes bem perto da gente, apostamos na esperança, ajudamos as pessoas a se levantarem e a recomeçarem.

Alguns fatos me chamaram a atenção recentemente. Em visita ao “MUPAT”, uma organização na “Cidade Nova”, região de Ananindeua, na Arquidiocese de Belém, encontrei uma casa, posta à disposição de um grupo de pessoas, onde trabalhos muito simples, com materiais muito simples, são destinados a ajudar os membros da organização não governamental e a servir aos mais pobres.

Dois adolescentes, filhos e um catador de lixo, tornam-se “mestres”, que ensinam sua arte de aproveitarem garrafas “pet”. À costura feita pelas mulheres que ali se reúnem se ajunta a conversa, na partilha das dificuldades e na descoberta de soluções para educar os filhos. Uma delas contava a respeito do filho, hoje consagrado a Deus, saído de situações de risco.

Um mundo novo, bem simples, ao alcance de nosso olhar e de nossa mão! Outro fato foi a observação de um profissional de comunicação, em meio à grandiosa procissão das velas, na Festa de Nossa Senhora de Fátima. Partilhava comigo a alegria de sua escala de serviço, quando, acostumado a pautas que incluem diariamente crimes e escândalos, era escalado naquele dia para uma festa de fé! Parece pouco, mas seu coração e o mundo ficaram diferentes, pois a câmera com que trabalhava colhia imagens diferentes, era purificada pelo bem que gravava.

Não menos significativo foi o fato de, nesta semana, ter assinado a Escritura com a qual a “Obra Social Nossa Senhora da Glória” recebeu a área localizada em Mosqueiro e na qual será implantada, na Arquidiocese de Belém, a “Fazenda da Esperança”, para a recuperação de pessoas que se envolveram com drogas. Há tudo para fazer, mas já começamos!

A realidade que nos cerca é muito pequena para o tamanho do sonho plantado por Deus. Fomos feitos por ele para o que é melhor! Daí a positiva inquietação do cristão que pretende viver sua fé. Onde quer que se encontre, planta novas ideias, descobre soluções simples, acredita nos pequenos gestos, aposta no bem que pode ser feito.

A Solenidade da Ascensão do Senhor, celebrada pela Igreja, tornou-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais. É que, entre a subida do Senhor aos Céus e sua prometida volta no final dos tempos, cabe-nos encontrar os meios adequados para levar a Boa Nova a todos os recantos da terra. A inteligência humana tem encontrado, desde os mais simples sinais, qual sejam os olhares, sorrisos, lágrimas ou abraços, até chegar aos mais recentes e trabalhados meios de comunicação, vias que possibilitam a comunicação entre as pessoas.

Estas vias podem servir ao bem ou ao mal, pois dependem dos que as utilizam! Por isso, o Dia das Comunicações Sociais seja o dia em que, como Igreja, desejamos entrar no coração das pessoas que realizam as comunicações, para agradecer-lhes e pedir a Deus por elas.

E como os cristãos acabam propondo coisas que parecem simples, mas que são importantes, chegue a todos, especialmente às pessoas que trabalham nas comunicações, a conclusão da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, sobre “Silêncio e Palavra, caminho de comunicação”: “Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo.

A Maria, cujo silêncio “escuta e faz florescer a Palavra” (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social”.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Maria, mulher fiel e corajosa
A força da mãe que acompanhou Jesus no Calvário
P. Stefano Maria Pio Manelli
ROMA, quarta-feira, 9 de maio, 2012 (ZENIT.org) - A fortaleza é a virtude que brilhou em grau eminente naquela que se manteve fiel e corajosa ao lado do Filho, acompanhando-o até ao Calvário e permanecendo em pé ao lado da cruz.
A fortaleza é a virtude cardeal que supera os obstáculos, mantendo o espírito firme nos sacrifícios e nas provações. É importantíssima na vida espiritual de cada alma, já que a vida de perfeição e de santidade é uma luta constante contra inúmeros inimigos, internos e externos. A fortaleza cristã é força no sacrifício, coragem na luta e fidelidade na perseverança. Com a fortaleza, o cristão domina o medo, refreia a ira, reprime os ressentimentos, se enche de confiança e de paciência na adversidade, mantém-se firme contra a opressão da dor e da morte. A fortaleza demarca o caminho reto do dever sem temeridade e sem desânimo, domando o medo com a audácia, pronta para resistir e para agir, para suportar o ataque inimigo e partir para a ofensiva. No perigo, quando a vida é posta em risco, ela brilha com todo o seu esplendor e, por isso, é a glória dos mártires.
Também desta virtude, como de todas, encontramos em Maria um exemplo e modelo perfeito, que todos devemos admirar e imitar com empenho. Ela é a Virgem poderosa, aquela que esmaga a cabeça da serpente infernal, como lemos na Gênesis (3,15) e no Apocalipse (12,9). Já no Antigo Testamento encontramos prefigurada a fortaleza de Maria, como na figura de Judite, que, ousada e brava na luta contra o inimigo Holofernes, salva um povo prestes à desesperada rendição.
Ao cortar corajosamente a cabeça de Holofernes, comandante do exército inimigo, ela prefigura Maria esmagando a cabeça da serpente infernal, salvando com o Filho a raça humana, como co-redentora ao lado do Redentor. Ao lermos na fortaleza de Judite a fortaleza de Maria, vemos escrito que Maria era uma mulher forte, especialmente no Calvário, a ponto de que a história da salvação a apresenta como co-redentora com seu Filho para a salvação de todos os homens. A fortaleza e a pureza, a beleza e a coragem brilharam radiantes em Judite, e, em todas essas virtudes, ela prefigura a "bendita entre as mulheres" (Lc 1,42), a mulher forte por excelência, a imaculada, a guerreira invencível que esmaga a cabeça do inimigo com seu pé virginal.
Ao pensarmos na vida de Maria, como não supormos a grandeza da sua força quando, menina de três anos, consagrou-se para servir a Deus no templo, subindo as escadas com intrepidez admirável? Como foi grande a sua coragem ao fazer um voto de virgindade a Deus, indo contra as leis do mundo judaico! Ao aceitar tornar-se mãe do Redentor, conhecendo os sacrifícios cruéis e heróicos que acompanhariam essa missão! Ao permanecer, intrépida e forte, ao pé da cruz do seu Filho e seu Deus, tornando-se co-redentora da humanidade com ele! A beleza da fortaleza, o exemplo da Virgem Mãe, nos inspiram a santa ambição de tornar-nos mais fortes também, e de dar à virtude infusa da fortaleza a facilidade de um hábito adquirido. Todos podemos e devemos tornar-nos fortes para ir para o céu, lembrando as palavras de Jesus: "O reino dos céus é conquistado pela força, e só os violentos o conquistam" (Mt 11, 12).
Mas quais são os meios para conseguir esta virtude? O primeiro é a oração, intensa e contínua. O segundo é a consideração diligente da paixão de Cristo e da dor de Maria. O terceiro é a educação da vontade, treinando-a para fazer o que nos custa, para perseverar mesmo nas pequenas coisas. Que valor não têm diante de Deus os pequenos sacrifícios de cada dia, a rejeição espontânea de certas satisfações? O quarto e último meio é a vitória sobre as dificuldades atuais. Todos nos encontramos em alguma dificuldade: interna, externa, moral, física... São Boaventura o explica bem, dizendo que "nos acostumamos a suportar pequenos aborrecimentos, porque quem se deixa afetar por males pequenos nunca será capaz de tolerar os maiores". Se nos rendermos, acabamos recuando e abrindo a porta para novas derrotas.
Mas se estamos determinados a vencer, a vitória é certa e nos abre o caminho para novos triunfos. Vamos começar a trabalhar, portanto, sem demora e sem vacilações. Em vez de dobrar a cabeça, levantemos a testa e peçamos a Nossa Senhora que nos encha de confiança em Deus, certos de que Ele nos dará todas as graças necessárias para combatermos o mal, vencermos as barreiras e conseguirmos a santidade que ele próprio quer de nós.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Com a graça de Deus acontece nossa 5ª Reunião Setorial

"(...)E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.


Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." -

Carta de São Paulo aos Romanos (8:30-39) 


Foi uma noite de ternura, amizade, homenagens e formação. Assim resumimos nossa quinta reunião do Conselho Setorial C, Região Episcopal Santa Cruz, realizada nesta quinta-feira (10), na Paróquia N. Sa do Perpétuo Socorro.

O encontro contou com a presença das Equipes Dirigentes das paróquias da região e da equipe de segunda etapa que realizaram juntas o Terço da Libertação, poderosíssima oração de interseção que contou com o empenho dos presentes em favor do ECC em nossa Arquidiocese.

Na ocasião, foi entregue a cada casal um exemplar do jornal Voz de Nazaré, como incentivo à leitura e ao conhecimento da nossa Igreja e da riqueza de atividades que são desenvolvidas na Arquidiocese de Belém. Em seguida, foi feita a formação com o tema: Equipes de Trabalho, no item de pauta: Momento do Documento Nacional, que tem sido realizado a cada reunião do Conselho. 


Após, foram divulgadas: as notícias do setor, incluindo as formações realizadas no mês de maio para as coordenações gerais dos encontros do segundo semestre, as preparações das equipes de trabalho e a formação de segunda etapa que acontecerão nos próximos dias; as notícias de 2ª e 3ª Etapa e a homenagem para as mães, com música e gestos concretos. Viva a nossa bela união! 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Reunião Setorial C confirmada para esta quinta-feira (10) 

Será nesta quinta-feira (10), a 5ª reunião ordinária do Conselho Setorial C - Região Santa Cruz, que envolve o ECC nas paróquias: Santa Cruz, Jesus Ressuscitado, Imaculada Conceição, Santo Amaro, Perpétuo Socorro, São Jorge e São Francisco Xavier.

O encontro será às 20h na paróquia de N. Sa do Perpétuo Socorro, no telégrafo e será também a despedida do Padre Lenilson Duarte, Diretor Espiritual do Conselho Setorial C, que deixará Belém nos próximos dias, transferido para o Rio de Janeiro. Desde já, agradecemos ao amigo todos estes anos de dedicação ao ECC e de amizade valiosa. Padre Lenilson, que é Capelão da Marinha, é pároco de Santo Amaro/ N. Sa dos Navegantes e um grande colaborador nas atividades do Conselho.

A pauta da reunião desta quinta-feira está repleta de informações e atividades, tanto de aprofundamento quanto formativas. Todas as equipes dirigentes estão confirmadas e a reunião será também em homenagem à Maria e às mães, pela passagem de seu dia no próximo domingo. Não podemos faltar!



   

segunda-feira, 7 de maio de 2012

II Formação para Coordenação Geral

Como nos ensina São Tiago em sua segunda carta: "Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?15 Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. 16 e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso?17 Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.18 Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras."

Raciocinando assim, ontem aconteceu mais uma formação pelos Conselhos Setoriais B, C e E. A manhã formativa foi realizada na Paróquia Divino Espírito Santo e contou com casais que assumirão a coordenação geral dos encontros dos setores no segundo semestre de 2012. Pelo Setor C, agradecemos a presença das Paróquias São Francisco Xavier e Santo Amaro/ N. Sa dos Navegantes que compareceram, inclusive com o apoio das equipes dirigentes. O Setor E contou com os casais das paróquias Divino Espírito Santo, Santa Rita, São Lucas Evangelista e São Vicente de Paulo.

Mais formações estão previstas ainda este mês; da segunda etapa e primeiras etapas dos setores. ECC é serviço-escola formação e evangelização. Obrigado a todos que colaboraram e a honrosa presença do Padre Tadeu, Diretor Espiritual da Paróquia Divino Espírito Santo, que esteve conosco.

   

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Vamos nos revestir da Armadura do Cristão. 

Carta de São Paulo aos Efésios

10 Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. 11Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. 12 Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares.13 Tomai portanto a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. 14 Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, 15 e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da Paz. 16 Sobretudo embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Malígno. 17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.

18 Intensificai as vosas invocações e súplicas. Orai em todas circunstâncias, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.19 e orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20 do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoa-lo publicamente, e com desassombro, como é meu dever!