Os estragos da TV brasileira (Quem patrocina a baixaria é contra a
cidadania)
Imagem: pandora.jor.br
Em duas oportunidades (13/01/93 e
27/01/93) – antes de surgir as TVs católicas - o falecido Cardeal, e ex-Primaz
do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves publicou, no JORNAL DO BRASIL, dois famosos
artigos sobre a televisão brasileira. Foram publicados também na Revista
“Pergunte e Responderemos” (n. 375, 1993, pg. 357ss)”. No primeiro, cujo título
é J'ACCUSE! (Eu acuso), o prelado afirmava, entre outras coisas:
“Eu acuso a TV brasileira pelos seus
muitos delitos. Acuso-a de atentar contra o que há de mais sagrado, como seja,
a vida...”. “Acuso-a de disseminar, em programas variados, ideias, crenças,
práticas e ritos ligados a cultos os mais estranhos. Ela se torna, deste modo,
veículo para a difusão da magia, inclusive magia negra, satanismo, rituais
nocivos ao equilíbrio psíquico.”
“Acuso a TV brasileira de destilar
em sua programação e instalar nos telespectadores, inclusive jovens e
adolescentes, uma concepção totalmente aética da vida: triunfo da esperteza, do
furto, do ganho fácil, do estelionato. Neste sentido merece uma análise à parte
as telenovelas brasileiras sob o ponto de vista psicossocial, moral, religioso
[...]
“Qual foi a novela que propôs ideais
nobres de serviço ao próximo e de construção de uma comunidade melhor? Em lugar
disso, as telenovelas oferecem à população empobrecida, como modelo e ideal, as
aventuras de uma burguesia em decomposição, mas de algum modo atraente”.
“Acuso, enfim, a TV brasileira de
instigar à violência: A TV brasileira terá de procurar dentro de si as causas
da violência que ela desencadeou e de que foi vítima [...]”.
No segundo artigo (27/01/93), sob o
título de “Resistir, Quem Há de? o Cardeal pede uma mobilização da família
cristã contra isso: “Opino que a Família deve estar na linha de frente de
resistência: os pais, os filhos, os parentes, os agregados - toda a constelação
familiar. Ela é a primeira vítima, torpemente agredida dentro da própria casa;
deve ser também a primeira a resistir. É ela quem dá IBOPE, deve ser também
quem o negue, à custa de fazer greve ou jejum de TV. Cabe, pois, às famílias,
'formar a consciência crítica' de todos os seus membros frente à televisão;
velar sobre as crianças e os adolescentes com relação a certos programas;
mandar cartas de protesto aos donos de televisão; chamar a atenção dos
anunciantes, declarando a decisão de não comprar produtos que financiam
programas imorais ou que servem de peças publicitárias ofensivas ao pudor,
exigir programas sadios e sabotar os mórbidos para que não se diga que o público
quer uma TV licenciosa, violenta e deseducativa”.
É preciso meditar profundamente
nesta grave acusação de Dom Lucas Moreira Neves. Os pais e educadores,
sobretudo os cristãos, não podem deixar as crianças e jovens à mercê de uma
televisão baixa, imoral, deseducativa, amedrontadora, desleal. A TV tem sido a
grande promotora da destruição dos valores morais e da família.
O próprio Walter Clark, falecido em 1997, fundador e ex-diretor da TV GLOBO, também deu o seu testemunho contra essa situação, por intermédio do jornal ESTADO DE MINAS (07/01/93, pg 13), afirmando, entre outras coisas, que:
“A TV brasileira está vivendo um momento autofágico. Lamento ter contribuído, de alguma forma, para que ela chegasse aonde chegou”. “A emissora está nivelando por baixo: existem traições, incestos, impulsos sexuais incontidos, cobiça, ódio, tudo isso existe, mas não é só isso”. “A sociedade, que já está violenta, acaba tendo no seu registro mais forte de comunicação, que é a TV, só violência”.
O próprio Walter Clark, falecido em 1997, fundador e ex-diretor da TV GLOBO, também deu o seu testemunho contra essa situação, por intermédio do jornal ESTADO DE MINAS (07/01/93, pg 13), afirmando, entre outras coisas, que:
“A TV brasileira está vivendo um momento autofágico. Lamento ter contribuído, de alguma forma, para que ela chegasse aonde chegou”. “A emissora está nivelando por baixo: existem traições, incestos, impulsos sexuais incontidos, cobiça, ódio, tudo isso existe, mas não é só isso”. “A sociedade, que já está violenta, acaba tendo no seu registro mais forte de comunicação, que é a TV, só violência”.
Já faz quase vinte anos que esses
alertas foram feitos, mas parece que pouco mudou. É verdade que, graças a Deus,
surgiram as TVs católicas, que fazem uma “pregação sistemática de valores”, se
contrapondo a outras que fazem o contrário: “uma pregação sistemática de
antivalores”.
A televisão brasileira,
infelizmente, se tornou uma das piores do mundo no que se refere aos valores
morais, alienação do povo e sua deseducação. O que temos visto nos famosos
“reality shows”, novelas e outros programas de auditório? Algo deprimente. Jovens
e artistas que expõem suas intimidades ao público em busca de fama e dinheiro
fácil, dando aos milhões de jovens mau exemplo de vida. A única coisa nobre
nesses programas é o horário; são, na verdade, um fomento à mais mesquinha
fofoca em horário nobre. Explora-se, de modo sutil, com um marketing refinado,
a miséria das pessoas, seus problemas sentimentais, afetivos, morais,
espirituais, num desrespeito profundo à dignidade do ser humano. Ele ali é
usado e enganado para dar IBOPE e lucro, nada mais.
Esses programas e outros, repito, em
horários nobres, aos quais crianças e jovens assistem, levam-nos ao
esquecimento de nós mesmos, à alienação, à futilidade e imoralidade. São cenas
contínuas de incitamento sexual, masturbação, convite à fornicação e outras
tristezas. Não há cultura, não há formação, não há boa informação; é apenas
apelo aos vícios: exibicionismo, soberba, cultura do prazer, sexismo,
pornografia, homossexualidade, competição baixa, infidelidade conjugal,
preguiça, ociosidade, intrigas, “strip-tease” e, disputas desumanas que levam
as pessoas à exaustão física e mental. Tudo em busca de sucesso e dinheiro
fácil. Tudo contra o que nos ensina Jesus Cristo. O importante é se tornar uma
“celebridade nacional” com direito a outros sucessos. Mas com base em que
conteúdo?
A consequência de tudo isso é que vai-se aumentando o número de adolescentes grávidas, abortos, estupros, infidelidades conjugais, homossexualidade, casais separados, jovens abandonados vivendo no crime, na droga e na bebida...
Por outro lado o povo é massificado. Explora-se maldosamente o mórbido gosto natural pela fofoca e “bisbilhotagem” da vida alheia, fazendo da massa popular como que um rebanho que não pensa e não critica. É uma alienação e desserviço à população. Explora-se comercialmente, “inteligentemente”, a falta de cultura de povo oriundo de uma escola fraca; aumenta-se, como disse alguém, o seu “emburramento”.
Ora, a lei diz que televisão – cuja concessão é do Estado – tem a missão de educar, formar, informar, dar cultura e educação; é isso que temos visto? Não, não e não. Temos visto uma TV que destrói a família e seus valores sagrados. Com um faturamento financeiro enorme, vende-se alienação numa enorme vitrine de propaganda patrocinada por ricas empresas. Uma campanha na internet contra tudo isso chegou a anunciar “Quem patrocina a baixaria é contra a cidadania”; é contra o povo; então, como disse o Cardeal D. Lucas é preciso o boicote dos cidadãos, especialmente dos cristãos, a quem fomenta a imoralidade.
Lutar contra tudo isso não é moralismo, mas defesa dos valores morais e da família, coluna da sociedade. O povo brasileiro tem sido ofendido e chocado com as barbaridades apresentadas em novelas, com cenas chocantes, palavras chulas e obscenas, que não se pode escrever aqui. Tenta-se de maneira sutil e maliciosa passar isso ao povo como “se tudo fosse normal e lícito”, como se o sexo fosse apenas atos de genitalidade, apenas prazer sem uma visão moral e um compromisso com a vida e com o outro, como se fossemos irracionais.
A consequência de tudo isso é que vai-se aumentando o número de adolescentes grávidas, abortos, estupros, infidelidades conjugais, homossexualidade, casais separados, jovens abandonados vivendo no crime, na droga e na bebida...
Por outro lado o povo é massificado. Explora-se maldosamente o mórbido gosto natural pela fofoca e “bisbilhotagem” da vida alheia, fazendo da massa popular como que um rebanho que não pensa e não critica. É uma alienação e desserviço à população. Explora-se comercialmente, “inteligentemente”, a falta de cultura de povo oriundo de uma escola fraca; aumenta-se, como disse alguém, o seu “emburramento”.
Ora, a lei diz que televisão – cuja concessão é do Estado – tem a missão de educar, formar, informar, dar cultura e educação; é isso que temos visto? Não, não e não. Temos visto uma TV que destrói a família e seus valores sagrados. Com um faturamento financeiro enorme, vende-se alienação numa enorme vitrine de propaganda patrocinada por ricas empresas. Uma campanha na internet contra tudo isso chegou a anunciar “Quem patrocina a baixaria é contra a cidadania”; é contra o povo; então, como disse o Cardeal D. Lucas é preciso o boicote dos cidadãos, especialmente dos cristãos, a quem fomenta a imoralidade.
Lutar contra tudo isso não é moralismo, mas defesa dos valores morais e da família, coluna da sociedade. O povo brasileiro tem sido ofendido e chocado com as barbaridades apresentadas em novelas, com cenas chocantes, palavras chulas e obscenas, que não se pode escrever aqui. Tenta-se de maneira sutil e maliciosa passar isso ao povo como “se tudo fosse normal e lícito”, como se o sexo fosse apenas atos de genitalidade, apenas prazer sem uma visão moral e um compromisso com a vida e com o outro, como se fossemos irracionais.
O Congresso Teológico Pastoral de
Valencia, na Espanha, no V Encontro do Papa com as famílias disse que: “a
família vive uma crise sem precedentes na história”, cujas raízes se encontram
na “pressão ideológica” exercida pela “mentalidade consumista” e pela ação de
“um laicismo de raiz niilista e relativista”.
É preciso reagir contra esse estado de coisas. Não podemos ficar calados e inertes diante desta cultura niilista e sem Deus que quer tudo destruir. Se não nos mobilizarmos contra isso estaremos sendo coniventes com a destruição da família e da sociedade, diante de Deus e dos homens. O que queremos para os nossos filhos e netos?
É preciso reagir contra esse estado de coisas. Não podemos ficar calados e inertes diante desta cultura niilista e sem Deus que quer tudo destruir. Se não nos mobilizarmos contra isso estaremos sendo coniventes com a destruição da família e da sociedade, diante de Deus e dos homens. O que queremos para os nossos filhos e netos?
Fonte: Professor Felipe Aquino/
www.cancaonova.com.br

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